O senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros, do PL, afirmou nesta segunda-feira (05) que a nova composição do Senado deve aumentar a pressão pela abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em entrevista coletiva, um dia depois da eleição, Medeiros voltou a defender a saída do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que essa foi uma das principais bandeiras que levou para a campanha.
Segundo o parlamentar, ele chegou a pedir o impeachment de Moraes durante a disputa eleitoral e avalia que o ministro já sabe que poderá ser alvo de uma nova correlação de forças no Senado.
Medeiros também afirmou que a declaração feita nesta segunda-feira sobre Alexandre de Moraes deixar o Supremo antes do Carnaval não deve ser entendida como uma previsão concreta.
Para ele, o processo de impeachment pode levar meses e, neste momento, a afirmação representa mais um desejo político do que uma data definida.
A mudança na composição do Senado fortalece a pauta defendida pelo PL. O partido elegeu 19 novos senadores no primeiro turno e passará a ter 28 das 81 cadeiras da Casa a partir de 2027. Para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo, porém, são necessários 54 votos.
Medeiros defendeu que a nova bancada tenha autoridade para cobrar mudanças e afirmou que o resultado das urnas representa um recado da população para que os Poderes busquem uma solução para a crise institucional.
O senador eleito também pediu cautela nas articulações e disse que será necessário conversar com os demais parlamentares para evitar divisões.
Medeiros afirmou ainda que a definição sobre a presidência do Senado e a estratégia para os processos de impeachment serão discutidas nas reuniões que terá em Brasília nos próximos dias.
Na avaliação dele, o desafio agora é transformar a força conquistada nas urnas em articulação política no Congresso.
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