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FERROVIA ESTADUAL

Mauro rebate Fávaro e afirma que governo federal participou apenas do financiamento

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O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que a participação do governo federal na implantação da ferrovia estadual se restringiu ao financiamento por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A declaração foi dada para rebater as manifestações do senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em que defende o papel do governo federal no projeto.

Segundo Mauro, o modelo de concessão da ferrovia foi estruturado pelo Governo de Mato Grosso e representa uma iniciativa inédita no país.

“O governo federal, a única participação que ele teve naquela ferrovia foi do financiamento. Mas isso é dinheiro emprestado do BNDES para o investidor. Quem fez o edital, quem deu a solução foi o governo estadual. É a única ferrovia estadual do Brasil feita nesse modelo de concessão”, pontuou Mendes.

O ex-governador destacou que a construção do projeto exigiu enfrentamento de resistências e lembrou que a iniciativa começou durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro.

“Nós tivemos que peitar muita gente na época para fazer isso. Isso aconteceu na época do governo do então presidente Jair Messias Bolsonaro”, disse.

Apesar das divergências sobre a autoria dos avanços do empreendimento, Mauro ressaltou que não pretende disputar protagonismo político em torno da obra e reforçou os benefícios que ela deve proporcionar à população mato-grossense.

“Eu fico feliz é com a obra, é com o benefício da população. Eu não vou ficar brigando. A verdade todo mundo sabe”.

BR-163

Durante a fala, o governador também comparou a situação à concessão da BR-163, defendendo que a solução para a rodovia partiu do Governo de Mato Grosso.

“Quem foi lá e deu uma solução foi o Governo do Estado de Mato Grosso. Uma solução que o mercado não conseguiu dar e que o governo federal não conseguiu dar”.

Mauro ainda argumentou que o financiamento concedido por bancos públicos não representa investimento direto da União, uma vez que os recursos serão pagos pelo concessionário.

“Quem faz o financiamento é o governo, através do banco, mas é dinheiro emprestado, vai ser pago com juros e correção monetária”, disse.

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