O candidato ao Governo de Mato Grosso, Maurício Coelho (Mobiliza), afirmou ter sido intimidado pelo marido da candidata Natasha Slhessarenko (PSD), Roberto Carlos Fraife Barreto, durante o intervalo do debate promovido pela TV Vila Real, nesta terça-feira (1º). Segundo Coelho, a abordagem aconteceu depois de questionamentos direcionados à adversária durante o programa.
De acordo com o candidato, Roberto se aproximou inicialmente para cumprimentá-lo, mas teria mudado o tom da conversa ao fazer uma declaração que Coelho interpretou como uma ameaça.
“Eu cumprimentei todo mundo. Ele veio me cumprimentar e, quando me cumprimentou, me puxou e disse: ‘Esse negócio vai ficar feio’. Eu perguntei: ‘Como é que é?’ E ele tentou fazer uma intimidação”, relatou.
Maurício disse acreditar que a reação estaria relacionada às perguntas feitas a Natasha durante o debate. Entre os temas abordados pelo candidato estavam o fundo eleitoral e os custos de uma proposta apresentada pela candidata.
“Ele veio me ameaçar pela pergunta que eu fiz para a Natasha. Ele não gostou da pergunta. Todo mundo assistiu ao debate. Todo mundo viu quais foram as perguntas. Eu não sei qual foi a que mais incomodou”, afirmou.
Após o episódio, Coelho defendeu que candidatos ao Governo precisam estar preparados para explicar não apenas suas propostas, mas também os custos e a origem dos recursos necessários para colocá-las em prática.
“Quando uma candidata acha que é pegadinha alguém perguntar qual é o custo da proposta que ela diz que vai fazer, isso é um absurdo. Eu não perguntei a distância da Terra para a Lua. Eu perguntei o custo da proposta. É uma pergunta que precisa ser respondida pelo candidato que pretende administrar o dinheiro público”, declarou.
Para o candidato, a discussão sobre orçamento e utilização de recursos públicos deve fazer parte do debate eleitoral, especialmente diante do tamanho do orçamento do Estado.
“Quem se apresenta para governar Mato Grosso precisa estar preparado para responder quanto custam suas propostas e de onde virão os recursos. Não existe pergunta desconfortável quando estamos falando de dinheiro público. O eleitor tem o direito de saber”, afirmou.
Maurício também declarou que não pretende recuar diante do episódio. Ele ressaltou, porém, que não houve agressão física durante a abordagem.
“Não chegou a acontecer uma agressão. Se tivesse chegado, seria agressão de parte a parte. Mas eu não vou me intimidar. Sou candidato ao Governo porque acredito que precisamos enfrentar problemas e interesses que muitas vezes ninguém quer enfrentar”, disse.
O candidato afirmou ainda que pretende manter os conflitos no campo político e defendeu o diálogo como forma de resolver eventuais divergências.
“Eu sou civilizado e prefiro resolver as coisas pelo diálogo. Mas uma coisa precisa ficar clara: questionamento faz parte da democracia. Se uma proposta é apresentada ao eleitor, ela precisa ser discutida, inclusive sobre quanto vai custar”, concluiu.