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Na convenção do PL

José Medeiros critica STF e defende impeachment de ministros

Durante evento que oficializou sua candidatura ao Senado, deputado federal associou eleição conservadora ao destravamento de obras em Mato Grosso e voltou a atacar Alexandre de Moraes

Publicado em

Rodinei Crescêncio/Rdnews

 

A convenção estadual do Partido Liberal (PL) realizada nesta quarta-feira (22) em Cuiabá oficializou a candidatura do deputado federal José Medeiros ao Senado. Em seu discurso, o parlamentar direcionou duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu uma atuação mais incisiva do Legislativo para impor limites à Corte, além de associar a vitória da chapa conservadora ao avanço de obras de infraestrutura no estado.

Medeiros iniciou sua fala abordando os desafios matemáticos da disputa proporcional em Mato Grosso. Com o aumento do quociente eleitoral projetado para as eleições de 2026, o deputado reconheceu a dificuldade de eleger representantes, mas demonstrou otimismo com a força da legenda. “Se é dificuldade para gente, é dificuldade para os outros também. E mais, nós temos uma vantagem que nós temos o número 22 que vai nos ajudar com certeza. Tem eleitor que não quer nem saber, quer votar no candidato do PL. É uma marca que nós temos a favor”, afirmou.

O tom crítico de Medeiros se intensificou ao tratar do Judiciário. O candidato ao Senado defendeu a formação de uma bancada conservadora forte no Congresso para impor freios ao STF e afirmou que pretende usar o mandato para votar pedidos de impeachment contra ministros.

“Eu não quero ser eleito para xingar ninguém, não quero ser eleito para escandalizar ninguém, mas eu quero ser eleito sim para votar impeachment de ministro criminoso. Eu quero entrar no jogo para gente retirar um juiz ladrão”, declarou, em referência direta ao ministro Alexandre de Moraes. “Juiz ladrão desequilibra o jogo. Juiz ladrão mata pessoas e nós temos um juiz ladrão hoje, já nos roubou uma eleição no passado e já começa nos roubar essa.”

Medeiros afirmou já ter protocolado cinco pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, além de solicitações contra os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. O deputado justificou a iniciativa ao comparar a situação dos magistrados com a de outros agentes políticos. “Não podemos conceber que o prefeito seja mais fácil sair de um homicídio sem processo do que de um mandato de prefeito, e um ministro poder fazer o que quer sem responder por nada. Os prefeitos respondem, vereador responde, senador responde, todo mundo responde, mas as beldades não querem, se sentem ofendidos até se criticar.”

Parte do discurso de Medeiros foi dedicado a criticar a suposta paralisação de obras estratégicas em Mato Grosso, como a Ferrogrão, que atribuiu ao ministro Alexandre de Moraes. “Nós tínhamos um ministro que por cinco anos com a Ferrogrão dentro de uma gaveta. A pedido de alguém poderoso? Não sei. Se alguém pagou para o pessoal entrar, não sei, eu sei que o pessoal não sabe nem onde é Mato Grosso.”

O candidato defendeu que sua eleição e a vitória da chapa do PL no estado são condições necessárias para o destravamento de grandes projetos, como a Ferrogrão, a BR-158 e a BR-242. “Nós vamos ter a infraestrutura muito bem contemplada. Ele vai reunir com certeza a bancada e nós vamos destravar a Ferrogrão. Não é possível que nós fiquemos à mercê de ONGs, à mercê de conversa fiada de vagabundo que tá lá no Ipanema, nem sabe onde fica a 158, tá fumando maconha e bebendo vinho Pêra Manca e quer definir a vida de quem trabalha e mora aqui”, afirmou.

A convenção também oficializou a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O PL projeta eleger deputados estaduais e federais, mas enfrenta o aumento do quociente eleitoral projetado para 2026.

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