O governador Otaviano Pivetta manifestou-se contrariamente à proposta defendida pelo deputado federal José Medeiros (PL), que sugeriu restringir ações policiais contra candidatos nos seis meses anteriores às eleições. A declaração do parlamentar havia sido feita após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que atingiu o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e pessoas ligadas ao seu grupo político.
Questionado sobre a iniciativa do deputado, Pivetta defendeu a continuidade das investigações independentemente do calendário eleitoral, ressaltando a necessidade de preservar a transparência do processo:
“Eu acho que não tem de barrar nada. Na minha opinião, nós, homens públicos, estamos sujeitos a ser investigados há qualquer tempo. Todos homens. Então acho que não tem que parar, não.”
Apesar de rejeitar o bloqueio das ações policiais durante o pleito, o governador destacou a importância de cuidados no cumprimento das medidas para evitar impactos indevidos sobre a imagem dos citados antes da conclusão das apurações:
“Tem que ter transparência para não sepultar reputações, para não se depurar. Tem que ter transparência. Muitas vezes as operações puxam um monte de gente sem dizer porque estão ali. E eu tenho certeza que a grande maioria das vezes que foram citadas vão provar que não tem nada ali. Mas aí demora um tempo e a reputação acaba sendo comprometida.”