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EM ENTREVISTA

Galvan critica atuação de ONGs e defende fim de poder das organizações

Candidato ao Senado afirmou que Estado deve assumir funções atualmente exercidas por entidades e disse que defensivos agrícolas, quando utilizados nas doses recomendadas, não fazem mal à saúde

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O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), participou, nesta sexta-feira (4), de uma entrevista exclusiva ao jornalista Andersen Navarro, no Jornal da Capital. Durante a conversa, o candidato abordou diferentes temas relacionados às propostas que pretende defender caso seja eleito. Entre os assuntos discutidos, o meio ambiente ganhou destaque após Galvan fazer críticas à atuação de organizações não governamentais (ONGs) e defender mudanças na legislação relacionada a essas entidades.

Reprodução

Durante a entrevista, um dos temas sorteados foi justamente a questão ambiental. Questionado sobre o assunto, Galvan adotou uma postura crítica em relação às ONGs e afirmou que essas organizações seriam um dos entraves ao desenvolvimento econômico e ambiental do país.

“Essas ONGs que vêm aqui para atrapalhar economicamente usando o meio ambiente. Você já viu uma ONG levar um centavo para investir em municípios onde o esgoto está a céu aberto, que vai parar tudo dentro dos rios? Será que estão preocupadas com o meio ambiente ou estão preocupadas com as riquezas que o Brasil tem e que podem ser exploradas?”, questionou.

O jornalista perguntou então qual projeto Galvan apresentaria, caso fosse eleito senador, para colocar em prática esse posicionamento. Em resposta, o candidato defendeu a retirada de poderes e direitos das organizações.

“Acabar com qualquer poder ou direito de ONGs”, declarou.

Andersen Navarro questionou ainda quem ocuparia o espaço deixado pelas organizações caso elas deixassem de atuar.

“Não há necessidade delas. O Estado tem que estar lá dentro e não as ONGs”, afirmou Galvan.

Defensivos agrícolas

No segundo bloco da entrevista, os ouvintes puderam enviar perguntas ao candidato. Uma delas foi relacionada ao período em que Galvan presidiu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), entre 2021 e 2024.

Na ocasião, ele foi questionado sobre o uso de um defensivo agrícola que havia sido proibido na Europa e sobre sua posição favorável à utilização do produto no Brasil.

Em resposta, Galvan afirmou que a Europa não deve ser utilizada como parâmetro para definir quais produtos podem ser empregados na agricultura brasileira. O candidato também declarou que os defensivos, quando utilizados nas doses recomendadas por profissionais da área, não oferecem riscos à saúde humana.

“Andersen, tudo em excesso faz mal, inclusive água mineral. O que se usa na lavoura são doses recomendadas agronomicamente e não faz mal à saúde. Está aí o Ministério da Saúde aprovando ele”, afirmou.

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