
Daniel Frasson, acusado de matar a esposa Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, e tentar assassinar a filha do casal, de 7 anos, foi transferido de uma clínica particular para o Hospital Adauto Botelho, em Cuiabá. O crime ocorreu em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde.
A transferência foi determinada pela Justiça após a apresentação de novas imagens das câmeras de segurança da residência. Segundo o advogado da família da vítima, Rodrigo Pouso Miranda, que atua como assistente de acusação, os vídeos mostram Daniel momentos antes do crime, andando pela casa, observando as câmeras, pegando uma faca e tentando alterar o sistema de monitoramento.
Gleici foi morta com 21 facadas enquanto dormia. A filha de 7 anos também foi atacada e sofreu oito golpes, mas sobreviveu após receber socorro da irmã mais velha.
A defesa da família contesta a tese de que Daniel tenha agido durante um surto psicótico e sustenta que o crime foi premeditado. Conversas e registros anteriores ao feminicídio também apontariam conflitos entre o casal relacionados a questões financeiras.
Um primeiro laudo havia apontado incapacidade mental de Daniel, mas o documento foi contestado pelo Ministério Público e pela família da vítima. A homologação acabou anulada, e uma junta formada por três peritos foi convocada para realizar nova avaliação.
A Justiça ainda deverá decidir sobre a capacidade mental do acusado e, consequentemente, se ele poderá responder pelo crime perante o Tribunal do Júri.