O senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição por Mato Grosso, denunciou formalmente à Polícia Federal a suspeita de uso de estrutura de espionagem para monitorar candidatos nas eleições deste ano.
Fávaro prestou depoimento pessoalmente nessa terça-feira (8) e entregou às autoridades uma denúncia anônima que recebeu sobre a suposta formação de grupos destinados a realizar escutas e acompanhar adversários políticos.
Por se tratar de uma denúncia, ainda não há confirmação pública de que as interceptações tenham ocorrido, nem de quem estaria por trás da estrutura. Caberá à PF verificar a procedência das informações e avaliar a abertura de investigação.
Temor de repetição
Ao levar o caso à PF, o senador citou o histórico da chamada “Grampolândia Pantaneira”, esquema de interceptações clandestinas que veio à tona em Mato Grosso em 2017, durante o governo de Pedro Taques. À época, as investigações apontaram que políticos, advogados e jornalistas teriam sido alvos em disputas de 2012, 2014 e 2016, inclusive em Lucas do Rio Verde. Todos os inquéritos contra o ex-governador foram arquivados.
Entre os episódios já relatados nas investigações anteriores estão gravações com “caneta espiã” em 2012, suposto monitoramento de comitês e escritórios jurídicos em 2016 e a prática conhecida como “barriga de aluguel”, quando números de terceiros eram incluídos em pedidos judiciais de interceptação.
Outro lado
Procurado, Fávaro afirmou por meio de nota que decidiu levar o caso diretamente à Polícia Federal, responsável por crimes eleitorais, para não incorrer em prevaricação.
“O senador Carlos Fávaro recebeu uma denúncia anônima de que grupos criminosos estão sendo formados para monitorar candidatos com escutas. Como o senador não poderia prevaricar, levou a informação até o conhecimento da Polícia Federal, que é a instituição que fiscaliza, investiga e cuida das eleições”, diz o comunicado.
Com informações do Gazeta Digital