A deputada federal Erika Hilton entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), no dia 2 de outubro, contra a vereadora de Cuiabá Michelly Alencar, que disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A ação questiona o pagamento de anúncios nas redes sociais para divulgar críticas à parlamentar paulista, prática proibida pelas regras eleitorais.

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De acordo com o documento encaminhado à Justiça, Michelly publicou em seu perfil no Instagram um conteúdo com críticas a Erika Hilton e ao trabalho dela à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Informações da biblioteca de anúncios da Meta apontam que a publicação foi impulsionada entre 30 de agosto e 19 de setembro de 2026. O valor investido teria ficado entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, com alcance estimado de 250 mil a 300 mil impressões. O público potencial da campanha ultrapassava 1 milhão de pessoas.
A legislação eleitoral permite o impulsionamento pago de conteúdos na internet quando a finalidade é promover a candidatura de quem contrata o serviço. O pagamento para divulgar propaganda negativa contra adversários políticos, por outro lado, é vedado.
Na representação, a defesa de Erika Hilton afirma que o anúncio patrocinado apresentou a deputada em oposição ao eleitorado cristão. O documento também menciona episódios anteriores de divergência entre as duas. Quando exercia o mandato de vereadora em Cuiabá, Michelly Alencar assinou uma moção de repúdio e fez um discurso contrário à eleição de Erika Hilton para a presidência da comissão voltada aos direitos das mulheres.
A ação pede que o TRE-MT determine a retirada da publicação patrocinada e aplique multa à vereadora. O processo ainda aguarda análise e decisão da Justiça Eleitoral.