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MUNDO

Confira: 4 medicamentos contra Covid-19 aprovados para uso emergencial no mundo

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Apesar de a vacinação contra Covid-19 estar avançando em vários países do mundo, inclusive no Brasil, ainda há uma corrida dos laboratórios farmacêuticos para criar um medicamento que evite a evolução grave da doença.

A Organização Mundial da Saúde já aprovou o uso de alguns medicamentos para o tratamento contra Covid-19, sobretudo em pessoas hospitalizadas e com quadros severos ou muito graves, todos com base no critério de severidade da doença: não-grave; grave ou crítico.

Drogas aprovadas para uso emergencial pela OMS

Casirivimabe e imdevimabe

Produzidos pelas farmacêuticas Regeneron e Roche, os medicamentos, cujo coquetel é chamado de Regen-Cov, podem ser usados, emergencialmente no Brasil desde o dia 20 de abril. As drogas são administradas em dose única e indicadas apenas para quadros não-graves (leves e moderados) da doença, em adultos de todas as idades ou crianças com 12 anos ou mais que tenham contraído a Covid-19. A aplicação é diretamente na veia (infusão intravenosa).

Segundo a OMS, o tratamento é sugerido para aqueles com maior risco de hospitalização (idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas como diabetes).

Casirivimabe e imdevimabe “não estão autorizados para uso em pacientes hospitalizados (internados) devido à Covid-19 ou que necessitam de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos”, esclarece a Anvisa. Segundo a agência, os estudos clínicos indicam que o medicamento não mostrou benefício em pacientes internados, podendo até agravar o quadro.

Tocilizumabe ou sarilumabe

A Organização Mundial da Saúde passou a indicar o uso de bloqueadores do receptor de IL-6 (tocilizumabe ou sarilumabe) em 6 de julho de 2021 para pacientes com infecção grave ou crítica por Covid-19.

A recomendação da OMS ressalta que estes bloqueadores devem ser recomendados no lugar dos corticosteroides, previamente recomendados em casos graves de Covid-19.

Remdesivir

O medicamento, que não é vendido em farmácias, é um antiviral injetável produzido em pó para diluição. O laboratório Gilead, responsável pelo seu desenvolvimento, aponta que ele é capaz de impedir a replicação do vírus no organismo, reduzindo o processo de infecção. A OMS autorizou o uso em 20 de novembro de 2020. O remdesivir teve registro concedido pela Anvisa em 12 de março deste ano.

Em sua última revisão, a OMS manteve a indicação de uso em pacientes hospitalizados com Covid-19, independentemente da gravidade da doença.

Já para a Anvisa, no Brasil “o medicamento somente pode ser administrado para pacientes com pneumonia que precisam de oxigênio extra para ajudá-los a respirar, mas que não estejam sob ventilação artificial”.

Corticosteroides sistêmicos

As recomendações para corticosteroides foram publicadas pela primeira vez como diretrizes de vida da OMS em 2 de setembro de 2020 e pelo British Medical Journal em 5 de setembro de 2020.

Segundo a OMS, o uso destes medicamentos é recomendado apenas para pacientes com Covid-19 em estado grave. Pessoas infectadas que apresentem sintomas leves ou moderados não devem receber corticosteroides. No entanto, com a inclusão do tocilizumabe ou sarilumabe, os corticosteroides passam  a não ser a única alternativa para casos semelhantes.

“[Para casos graves de Covid-19] Recomendamos corticosteroides sistêmicos em vez de nenhum corticosteroide”, descreveu o relatório Therapeutics and Covid-19 Living Guideline, publicado em 23 de setembro pela OMS.

Para pacientes com infecção leve ou moderada por Covid-19 (ausência de critérios para infecção grave ou crítica), a OMS não recomenda o uso.

Drogas em estudo e aprovadas pela Anvisa

Banlanivimabe e etesevimab

Aprovado para uso emergencial pela Anvisa em 13 de maio deste ano, banlanivimabe e etesevimab também são ministrados em pacientes maiores de 12 anos, com quadro leve ou moderado da doença, que pesem mais de 40 kg. Os estudos prévios apontam ainda que a combinação desses dois medicamentos não deve ser usada em pacientes que já estejam hospitalizados com Covid-19 ou que necessitem de oxigênio ou ventilação mecânica.

“A infusão deve ser feita dentro de três dias do teste viral positivo e até dez dias após o início dos sintomas”, explica a Anvisa. Os medicamentos, que não podem ser vendidos em farmácia, são similares a tratamento de soroterapia.

Regkirona (regdanvimabe)

Também indicado para o tratamento de indicado para o tratamento de Covid-19 de leve a moderada, o regdanvimabe é um medicamento indicado para pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio e com exame positivo para Covid-19. Deve ser administrado dentro de sete dias após o início dos sintomas.

A agência de saúde aprovou o seu uso emergencial no dia 11 de agosto deste ano, mas destaca que há contraindicações para quem tem IMC igual ou inferior a 35; doença renal crônica; diabetes; doença imunossupressora ou que estejam recebendo tratamento imunossupressor no momento; possuam 65 anos de idade ou mais; possuam 55 anos de idade ou mais e tenham doença cardiovascular ou hipertensão ou ainda doença pulmonar ou respiratória crônica.

Sotrovimabe

Com uso emergencial aprovado no dia 8 de setembro, o medicamento imita a capacidade do sistema imunológico de combater o vírus e atua para bloquear a ligação do vírus que o conecta com as células humanas. O sotrovimabe é indicado para o tratamento de Covid-19 leve a moderada em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais, e que pesem pelo menos 40 kg.

O tratamento é indicado apenas para aqueles que têm risco de evoluir para um quadro grave da doença e não deve ser ministrado em pacientes hospitalizados, que necessitem de oxigenoterapia ou que precisem de aumento na taxa de fluxo de oxigênio basal. O medicamento é de uso restrito a hospitais e não pode ser vendido em farmácias.

Baricitinibe

Último medicamento aprovado pela Anvisa para testes, o baricitinibe atua no processo de formação e desenvolvimento das células do sangue, na inflamação e na defesa do organismo.

A Anvisa diz que o medicamento é indicado para pacientes adultos hospitalizados que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.

Tofacitinibe

O pedido de autorização para uso emergencial do citrato de tofacitinibe foi apresentado pela Pfizer à Anvisa em 28 de julho, mas ainda não foi incluído na lista de medicamentos para teste. A agência diz que o prazo para resposta é de 30 dias, que já foi excedido, mas que pode se estender quando o laboratório precisa responder questões técnicas feitas pela agência.

Em estudo, mas não apresentados à Anvisa

Os pesquisadores da USP identificaram um grupo de outros sete medicamentos entre alguns milhares que foram testados e que se mostraram “potenciais inibidores da protease principal da SARS-CoV-2”, isso significa basicamente que eles talvez possam ajudar a conter as infecções por coronavírus.

Hexassacarídeo derivado de acarbose

Produto natural utilizado para reduzir o nível de glicose no sangue ao retardar a digestão dos carboidratos.

Angiotensinamida

Vasoconstritor utilizado para aumentar a pressão arterial em pacientes com hipotensão grave.

Diidroestreptomicina

Antibiótico muito usado em tratamento veterinário para casos de pneumonia e outras doenças relacionadas à contaminação por algumas bactérias.

Enviomicina e viomicina

São antibióticos utilizados para o tratamento de tuberculose.

Fenoterol

Encontrado com o nome de Berotec, usado no tratamento de doenças conhecidas como bronquite crônica, asma brônquica, pneumonia, enfisema pulmonar; doença pulmonar e tuberculose.

Naratriptano

Analgésico utilizado para tratamento de enxaqueca.

Apesar dos estudos, nenhuma dessas drogas teve pedido de liberação para testes feito junto à Anvisa para tratamento de Covid-19.

*Com informações de Raphael Coraccini.

CNN/ Camila Neumam

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