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Entregadores de aplicativos paralisam as atividades nesta terça-feira (1º), em uma mobilização nacional chamada “Breque Geral dos Apps”. Organizado por meio das redes sociais e de grupos de mensagens, o movimento tem como principais reivindicações o aumento dos valores pagos pelas entregas e mais transparência nas regras adotadas pelas plataformas.
Entre os pedidos da categoria está a criação de uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de até 4 quilômetros, além do pagamento de R$ 2,50 por quilômetro adicional. Segundo os organizadores, os valores atuais não seriam suficientes para cobrir os custos da atividade, como combustível, manutenção de motos e bicicletas e demais despesas de trabalho.
A orientação para esta terça-feira é que os entregadores participantes permaneçam off-line nos aplicativos. Em algumas cidades, inclusive Cuiabá, também estão previstos buzinaços e carreatas como forma de chamar atenção para as reivindicações.
Modalidade “+Entregas” é alvo de críticas
Entre os pontos questionados está a modalidade “+Entregas”, do iFood, que permite ao trabalhador realizar várias entregas dentro de uma determinada região e período.
Os organizadores afirmam que o modelo pode reduzir a remuneração recebida pelos profissionais e defendem mudanças na forma como as corridas são agrupadas e pagas.
A categoria também pede que o governo federal estabeleça, por meio de uma medida provisória, regras para garantir uma remuneração mínima aos trabalhadores de plataformas.
Outro ponto de discussão é o PLP 152, que trata de regras para o trabalho por aplicativos. Parte dos entregadores avalia que a proposta em discussão não atende de forma suficiente às demandas relacionadas à renda e à proteção previdenciária.
Entregadores questionam bloqueios
Os trabalhadores também cobram mudanças nos sistemas de bloqueio e suspensão de contas utilizados pelos aplicativos.
Segundo os organizadores, há casos em que decisões seriam tomadas de forma automática, sem informações claras sobre o motivo do bloqueio ou possibilidade adequada de defesa.
Por isso, a categoria pede mais transparência nos critérios utilizados pelas plataformas, especialmente em situações que podem impedir o profissional de continuar trabalhando.
Outras reivindicações
Além da taxa mínima, os entregadores defendem que o valor e o destino da corrida sejam informados antes da aceitação do serviço.
A categoria também pede pagamento de taxa de espera quando o profissional permanecer por mais de 15 minutos aguardando uma entrega, além de seguro contra acidentes custeado pelas plataformas.
Entre as reivindicações estão ainda mudanças em sistemas de metas, como “Semana Turbinada” e “Passe”, que, segundo os trabalhadores, podem estimular jornadas excessivas.
Com a mobilização desta terça-feira, os organizadores esperam pressionar as empresas de aplicativos e o governo federal para ampliar a remuneração e mudar regras consideradas prejudiciais aos trabalhadores.