Conforme advogado, um dos adolescentes que sofreu o abuso por parte do padre, denunciou para um membro da igreja, que por sua vez, avisou o padre, que então, pediu o afastamento – Foto: Divulgação
O padre Nelson Koch, de Sinop, que está preso suspeito de abusar sexualmente de menores, soube das acusações uma semana antes. A afirmação é do advogado de defesa, Márcio de Deus, que concedeu coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (18.02).
A prisão do padre ocorreu nessa quinta-feira (17.02) e segundo o advogado, na quinta-feira da semana passada o padre soube das acusações. “Olha ele teve acesso as acusações na quinta-feira da semana passada, foi quando ele se afastou, em uma reunião na igreja ele pediu o afastamento”, disse.
Conforme Márcio de Deus, um dos adolescentes que aponta ter sofrido o abuso por parte do padre, denunciou para um membro da igreja, que por sua vez, avisou o padre, que então, pediu o afastamento.
A defesa também garante que o padre não confessou o crime e ainda acusa o delegado Sérgio Ribeiro de ter mentido ao falar com a mídia. “Não confessou, o Sérgio faltou com a verdade nessa história da confissão dele, ele não confessou porque ele não disse que não fez isso. Se garante inocente e está tranquilo, a defesa também está tranquila”.
O advogado do padre acusado de estupro afirma ainda que o pedido de prisão preventiva foi mal formulado. “Foi decretada para impedir que o padre como pároco, impedisse a investigação, contudo, a decretação preventiva não falou que o padre já estava afastado das suas funções de padre. Não demonstrou porque antes do pedido de prisão preventiva protocolamos junto ao delegado Pablo, aquele mesmo ofício que a Mitra Diocesana mandou para vocês falando que ele (padre) não participava mais como pároco da igreja, mas mesmo assim o delegado pediu a prisão preventiva dele para que ele não atrapalhasse o processo como padre, mas ele não era mais padre”.
Ocorre que a Polícia Civil também representou pelo afastamento do sigilo de dados e pela autorização de acesso e extração de dados contidos em dispositivos eletrônicos apreendidos na casa do suspeito, que serão analisados pela equipe da delegacia especializada. O delegado Sérgio Ribeiro informou em coletiva nessa quinta-feira que o celular do padre que foi apreendido estava formatado.
Sobre isso, a defesa disse que o aparelho de telefone caiu dentro de uma caixa d’água. “O celular do padre, pelo que ele me falou, a uma semana atrás, ou um pouco mais, caiu dentro de uma caixa d’água e estragou, e ele levou o celular pro conserto e formataram o celular no lugar que ele levou para consertar. Ele não tinha interesse nenhum em formatar o celular uma semana antes. Isso foi mais, ou menos 10 dias antes do fato (denúncias) ter chegado na paróquia”.
Ainda na coletiva de quinta, o delegado informou que os adolescentes que fizeram a denuncia, filmaram os abusos. por outro lado, o advogado disse que conteúdo não compromete o padre. “Não tem nada que macule a imagem do padre, não tem nada naqueles vídeos, eu vi os videos, não tem nada, nenhuma imagem que diga assim: isso aqui nos leva a crer que poder ser. E mais, os vídeos foram todos eles editados. Enquanto a defesa não tiver acesso aos vídeos, não tiver perícia pra saber se esses vídeos são legais, ou não, eu não posso além disso, falar mais nada sobre isso a não ser pedir a perícia”.
No entanto, o advogado se atrapalhou a comentar sobre as imagens, primeiramente disse que o teor dos vídeos não comprometem o padre, mas logo depois alegou que a defesa não teve acesso e que pediria uma perícia, apontando que as imagens teriam sido editadas. “Eu vi os vídeos, tive acesso a eles, porém eles não demonstram nada. A defesa não teve acesso a saber se os vídeos foram produzidos de maneira correta, ou se foram editados”, argumenta.
Nelson Koch está preso na Penitenciária Osvaldo Florentino Leite, o Ferrugem, em Sinop, e a defesa teme que o padre possa sofrer algum tipo de represália dentro do presídio. “Se o delegado vem na mídia e fala olha o fulano cometeu um crime de estupro, isso naturalmente vai no presídio, os presos sabem, lá tem televisão, e esse crime eles lá não aceitam, eles podem cometer um ato grave contra o padre lá dentro sim”, disse o advogado.
O padre é da Paróquia São Cristóvão. Em 2008, Nelson tentou ser candidato a vice-prefeito em Sorriso, mas desistiu após negativa da igreja. E em 2004 chegou a concorrer o cargo de prefeito, mas perdeu para Dilceu Rossato.
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