A partir de janeiro de 2027, o Poder Executivo de Mato Grosso voltará a ter uma mulher no cargo de vice-governadora. Suplente de deputada federal, Gisela Simona (União Brasil) foi eleita na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), reeleito no último domingo (4). O resultado interrompe um hiato de mais de duas décadas sem representação feminina na linha direta de sucessão do Palácio Paiaguás.
A última e única mulher eleita para a vice-governadoria na história do estado havia sido a ex-primeira-dama de Cuiabá, Iraci França, que compôs a chapa vitoriosa de Blairo Maggi em 2002. Desde então, a posição vinha sendo ocupada exclusivamente por homens.
Em declaração após a confirmação do resultado das urnas, Gisela destacou a dimensão simbólica e social de sua eleição: “A gente vem com toda essa responsabilidade e representatividade de representar as mulheres, a população negra, a população mais carente do estado de Mato Grosso. E agora, com a casa arrumada, a gente tem condições de fazer mais e melhor por Mato Grosso, e principalmente para as pessoas mais vulneráveis. Eu quero muito, ao lado de Pivetta, como mulher, usando essa minha sensibilidade, poder cuidar das pessoas”, afirmou.
Além do papel à frente da vice-governadoria, Gisela poderá se tornar a terceira mulher a comandar o Estado, ainda que de forma interina, em eventuais ausências ou viagens de Otaviano Pivetta ao longo dos próximos quatro anos — feito alcançado anteriormente apenas por Iraci França e pela desembargadora Maria Helena Póvoas, em 2021.
A vitória de Gisela integra um avanço inédito da presença feminina na política mato-grossense nestas eleições, que também garantiram uma bancada recorde de três mulheres na Câmara dos Deputados e o retorno de duas deputadas à Assembleia Legislativa.