A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) afirmou, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (29), que o desgaste acumulado ao longo dos últimos cinco meses foi determinante para sua decisão de mudar de posicionamento na disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Segundo ela, a decisão foi tomada após conversas com o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e a partir de uma avaliação pessoal sobre o cenário político.
“Eu fui até onde deu. Não deu mais”, declarou.
Baixinha negou que tenha traído Dilemário e disse que, antes de tomar qualquer decisão, conversou com o vereador sobre o que vinha sentindo durante o processo. Ela afirmou que o ambiente de articulação para a eleição da Mesa Diretora provocou desgaste e que não se sentia mais confortável em continuar naquela situação.
“Eu conversei muito com ele e falei do meu sentimento, o que eu via, o que eu sentia, o desgaste que está fazendo. E isso não é da minha pessoa”, afirmou.
A vereadora também destacou que sua principal preocupação é a atuação em defesa da população e não a disputa pelo comando do Legislativo.
“Eu fui eleita pelo povo. Meu voto foi pelo povo. Meu voto não é pela Mesa Diretora”, disse. Em outro momento da coletiva, reforçou: “O povo está passando fome, o povo está sem médico, estão marcando consulta para dezembro. Eu não estou discutindo mesa. Eu estou aqui pelo povo”.
Baixinha também criticou a forma como algumas decisões foram conduzidas durante as articulações. Segundo ela, situações que envolveram promessas, mudanças de estratégia e até medidas judiciais contribuíram para aumentar o desgaste entre os integrantes do grupo.
“Quando eu acho que é um grupo, tudo tem que ser conversado”, afirmou.
Apesar da mudança de posicionamento, Baixinha fez questão de dizer que continua tendo consideração por Dilemário e que torce por ele. Questionada sobre um eventual retorno do vereador à disputa, afirmou que seu sentimento continuaria sendo favorável a ele.
“Meu sentimento estaria torcendo por ele”, declarou.
A vereadora também rejeitou a interpretação de que sua decisão represente um “racha” entre os vereadores. Para ela, a divisão entre base e oposição não deve determinar sua atuação parlamentar.
“Eu não escuto esse negócio de oposição, base e oposição. Comigo não tem essa. Para mim, não houve racha”, afirmou.
Sobre a relação com o prefeito Abilio Brunini, Baixinha afirmou que pretende manter uma postura institucional. Disse que continuará cobrando as ações da administração municipal e que tratará Brunini como prefeito de Cuiabá, independentemente das posições políticas de cada um.
“Vou tratar o prefeito como um prefeito, porque eu acho que ele é o prefeito de Cuiabá. Tem de ser respeitado”, disse.