A candidata ao Senado por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PP), participou, na manhã desta terça-feira (8), de uma entrevista exclusiva ao Jornal da Capital, programa apresentado pelo jornalista Andersen Navarro, de segunda a sexta-feira. Entre os principais assuntos abordados, esteve a declaração de seu adversário, Antônio Galvan (Avante), sobre o feminicídio. Buzetti afirmou discordar da posição do candidato e defendeu a manutenção de uma legislação específica para o crime.

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Uma das dinâmicas adotadas pelo programa é reservar os últimos 20 minutos da entrevista para perguntas dos ouvintes. Durante esse período, um ouvinte afirmou que Galvan seria contrário à existência de uma lei específica para o feminicídio e questionou Margareth sobre a diferença entre o projeto defendido por ela e a proposta de seu adversário.
“Eu não sei qual é o projeto dele, mas ele diz que o feminicídio não existe”, afirmou a candidata.
Na sequência, Margareth citou o caso de Odílio Balbinotti, um dos suplentes do candidato ao Senado José Medeiros (PL). Segundo ela, Balbinotti teria feito uma declaração semelhante à de Galvan, mas posteriormente utilizou as redes sociais para esclarecer o episódio e afirmar que o feminicídio existe.
A partir do exemplo, a candidata aproveitou para explicar sua interpretação sobre a violência contra a mulher e defender a necessidade de uma legislação específica para esses casos.
“O feminicídio é quando o cara mata porque não aceita o fim do relacionamento, o cara mata porque ela não quer mais viver com ele e mata dentro de casa. Qual é o homem que morre cuidando de filho, ou lavando roupa ou fazendo comida? Não existe isso. A diferença é essa”, afirmou Margareth.
Ainda durante a entrevista, a candidata defendeu penas mais severas para homens condenados por feminicídio. Ela afirmou que o limite máximo de cumprimento de pena no Brasil é de 40 anos e disse que, se pudesse, aumentaria a punição para crimes dessa natureza.
“É o mínimo que nós podemos fazer. O crime hediondo vai até 40 anos, mas, se pudesse pôr mais, eu colocaria mais. Quando você mata uma mulher porque não aceita o fim do relacionamento, você mata uma família”, declarou.
Margareth também afirmou que a legislação atual ficou mais rígida e que isso pode contribuir para desestimular a prática do crime.
“Hoje eles vão começar a pensar duas vezes, porque vai ter que ficar 75% da pena em regime fechado, não vai ter direito à visita íntima, vai perder o cargo público e o pátrio poder”, relatou.
Por fim, Buzetti disse não entender como Galvan pretende estruturar sua proposta caso seja eleito. Segundo ela, o adversário defende que a legislação seja igual para todos os crimes, mas as estatísticas relacionadas às mortes de mulheres em contextos de violência doméstica e de relacionamento justificariam, em sua avaliação, a existência de uma legislação específica para o feminicídio.