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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) criticou, durante entrevista à Rádio Capital, o uso de emendas parlamentares para financiar grandes eventos e shows com cachês elevados de artistas nacionais em Mato Grosso. Segundo ele, embora o lazer e os eventos tenham importância para a economia, os investimentos precisam respeitar critérios e as necessidades de cada município.
“Sou contra a gastança de dinheiro público com grandes eventos, especialmente no exagero”, afirmou Diego.
O parlamentar defendeu que municípios com estrutura para receber grandes eventos podem utilizar recursos para fomentar o turismo e a economia local, mas ponderou que os gastos precisam ser proporcionais à realidade de cada cidade.
“Tem município que não tem um raio-X no posto de saúde, no hospital, está faltando uma ultrassonografia e gasta R$ 20 milhões com festa”, exemplificou.
Diego também diferenciou os grandes shows de eventos menores, que, segundo ele, podem movimentar a economia local e beneficiar entidades e projetos sociais. Como exemplo, citou festas tradicionais, religiosas e culturais apoiadas por meio de suas emendas.
“Alguns eventos religiosos, como a Festa de São Cristóvão, lá em Sinop, com 11 mil pessoas. O padre Tiago falava para mim: ‘Diego, obrigado pelo pequeno apoio que você deu’. Só que o grande ganho para a paróquia é porque o que a gente conseguir lucrar vai para a catequese, para a caridade, para construções. O dinheiro fica no município”, explicou.
O deputado afirmou ainda que suas emendas têm sido direcionadas para outras áreas e citou o atendimento de mais de 10 mil crianças por meio dos recursos destinados por seu mandato.
Ao comentar os valores destinados a grandes eventos, Diego fez um alerta aos eleitores e defendeu maior fiscalização sobre a aplicação das emendas parlamentares.
“Essas grandes festas é uma aberração. É a hora da população ir no Portal da Transparência e investigar onde é que seu deputado colocou as emendas dele”, disse.
Na avaliação do parlamentar, a soma dos recursos destinados por municípios para grandes festas pode representar um volume significativo de dinheiro público. “Pega 142 municípios gastando aí R$ 10 milhões ao ano. Nós estamos falando de algo em torno de R$ 1 bilhão que acaba indo para festa, para cachaça, para uma noitada, e o dinheiro do povo vai embora em uma noite”, criticou.