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RACHADOS

Garis da Locar rebatem sindicato e dizem que entidade trava negociação com empresa

Trabalhadores afirmam que não se sentem representados e cobram prestação de contas; categoria busca acordo direto com a empresa

Publicado em

Reprodução

A paralisação parcial dos garis da Locar Saneamento Ambiental, responsável pela coleta de lixo em Cuiabá, ocorrida na quarta-feira (26), expôs um conflito entre trabalhadores e o sindicato da categoria. Segundo os funcionários, o movimento ocorreu em meio a reivindicações e ao descontentamento com a atuação da entidade.

Wallison David e Vanderson estiveram na Rádio Capital na sexta-feira (21) e relataram que o sindicato não estaria presente na garagem há meses e não daria retorno às demandas apresentadas pela categoria. Eles também cobram prestação de contas e afirmam que a maioria dos funcionários não se sente representada pela entidade.

“A gente se representa mesmo, e eles não representam a gente”, afirmou Wallison David durante a entrevista.

Os funcionários também afirmam que a Locar está cumprindo as obrigações trabalhistas e que parte das reivindicações já vem sendo discutida diretamente com a empresa. Segundo eles, o principal impasse atualmente está relacionado à atuação do sindicato.

Entre os pontos ainda pendentes está o reajuste dos motoristas. Os trabalhadores afirmam que existe uma convenção prevendo o aumento, mas o benefício não teria sido aplicado desde janeiro devido ao conflito entre os sindicatos dos garis e dos motoristas.

A categoria também relata problemas relacionados à jornada de trabalho. Segundo os trabalhadores, as equipes deveriam contar com três profissionais, mas em algumas situações apenas dois realizam a coleta, aumentando a carga de trabalho.

“Sempre estamos saindo em dois, e isso acaba afetando o decorrer do dia e provocando atrasos”, relatou Vanderson.

Os garis afirmam ainda que a jornada, que normalmente começaria às 6h e terminaria às 14h30, tem sido iniciada por volta das 5h e se estendido até as 16h.

Os trabalhadores também relatam problemas envolvendo fiscais responsáveis por acompanhar as equipes. Segundo Vanderson, houve situações em que coletores teriam sido pressionados a continuar trabalhando após o encerramento do expediente.

“Teve casos de fiscais para cima de coletores, obrigando eles a fazer a carga horária a mais, porque já tinha terminado o horário, encerrado o horário de expediente, e eles querendo obrigar os garis a passar do horário”, relatou.

Apesar das reclamações, os trabalhadores reforçam que não pretendiam paralisar as atividades.

“A paralisação não era o que a gente queria, mas foi o caminho que encontramos para lutar pelos nossos direitos”, afirmou Wallison David.

A categoria afirma que já está buscando o Ministério do Trabalho para tratar das reivindicações e da situação envolvendo a representação sindical.

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