A sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande desta terça-feira (25) foi marcada por um bate-boca entre o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), e o vereador Rogerinho Dakar (PSDB). O parlamentar utilizou a tribuna para justificar um áudio vazado de um grupo restrito do Legislativo, no qual pede ajuda a servidores após a repercussão de um vídeo em que aparece recebendo maços de dinheiro em espécie. A fala foi interrompida por Cerqueira, que solicitou que o parlamentar se mantivesse restrito à pauta do dia e acabou cortando o seu microfone.
Antes do corte no áudio, Dakar alegou que a mensagem vazada era um pedido de socorro da época em que presidia o Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG) e enfrentava grave crise financeira. Segundo o vereador, o objetivo era pressionar pela votação de um projeto de suplementação orçamentária de R$ 16 milhões, parado desde abril na Casa de Leis. Ele classificou a divulgação da mensagem como uma “covardia” e “perseguição política”, questionando quem teria repassado o material para a imprensa.
Apesar de discursar sobre a gravação em áudio e admitir ter dito que todos estavam “no mesmo bolo”, Rogerinho Dakar deixou a tribuna sem dar nenhuma explicação sobre o vídeo gravado, no qual aparece guardando dinheiro no bolso durante uma conversa. A gravação com os maços de cédulas motivou inclusive uma recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para a apuração dos fatos e o afastamento do parlamentar. O vereador se retirou do plenário sem detalhar a origem ou a finalidade dos recursos expostos nas imagens.