
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), denunciou publicamente um técnico de enfermagem por vazar informações médicas sigilosas sobre sua mãe, Silvana Jacques Brunini Moumer, que se encontra internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. O gestor usou suas redes sociais para expor capturas de tela de um aplicativo de mensagens onde o profissional de saúde, identificado como “Jonas TEC”, expunha o quadro clínico da paciente e ironizava o fato de a mãe de um político estar utilizando o atendimento público.
Silvana deu entrada na rede de saúde há quatro dias após apresentar um quadro gravíssimo de desequilíbrio nos níveis de potássio e sódio, situação que, segundo Abilio, quase resultou em sua morte. Ela foi atendida inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em razão da gravidade, acabou transferida para a UTI do Hospital Metropolitano por meio do sistema oficial de regulação do SUS, sem qualquer tipo de privilégio ou interferência pessoal.
Nas mensagens vazadas pelo servidor público, o profissional questionava a presença de Silvana na rede pública, afirmando que o prefeito ganha 50 mil reais por mês e questionando se daria para acreditar que a mãe dele estava internada no SUS. Indignado, Abilio repudiou a atitude e classificou a conduta do técnico como uma grave violação da ética e do sigilo profissional, ressaltando que dados de pacientes devem ser estritamente preservados, independentemente de quem seja a pessoa internada.
O prefeito destacou que possui condições financeiras para custear o tratamento da mãe na rede privada, mas ressaltou sua confiança na capacidade e na qualidade da saúde pública de Cuiabá e de Mato Grosso. Ele desabafou sobre a contradição das críticas recebidas, afirmando que se sua família busca atendimento particular é criticada, e se opta pelo SUS, também é alvo de julgamentos e ataques.
Apesar do episódio de quebra de sigilo, Abilio fez questão de expressar sua gratidão aos demais médicos, enfermeiros e equipes de apoio das UPAs e do Hospital Metropolitano que estão dedicados à recuperação de sua mãe. O gestor enfatizou que atitudes isoladas como a do servidor envolvido não representam a dedicação da maioria dos profissionais de enfermagem, mas alertou que, diante do vazamento confirmado, o funcionário poderá responder a processos éticos junto ao conselho de classe e a procedimentos administrativos disciplinares na administração pública.