
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), cobrou a apuração das denúncias feitas pelo pré-candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) sobre supostas cobranças de retorno em emendas parlamentares destinadas aos municípios.
A declaração de Galvan foi feita durante entrevista à Rádio Cultura FM, quando afirmou ter recebido relatos de prefeitos sobre a existência de um suposto esquema envolvendo a devolução de parte dos recursos das emendas a parlamentares, prática conhecida nos bastidores políticos como “lei do retorno”.
Ao comentar o assunto nesta quarta-feira (24), Max Russi afirmou que as acusações são graves e que os responsáveis precisam ser identificados para que os órgãos competentes possam investigar os fatos. “É grave. Acho que o Ministério Público tem que atuar e a imprensa também, tem que dar nome aos bois. Quais são os prefeitos? Acho que eles têm que se pronunciar. O Ministério Público tem que tomar providências disso. A imprensa tem que descobrir”, declarou.
O parlamentar afirmou que, caso as denúncias sejam comprovadas, os envolvidos devem ser punidos com rigor. “Se tiver, tem que ir para a cadeia”, afirmou. Max também questionou os percentuais citados por Galvan, que mencionou supostos retornos de até 50% dos valores destinados por meio das emendas parlamentares.
“Pensar, imaginar 50% de retorno, eu não acredito nisso, sendo bem sincero. A carga tributária brasileira é em torno de 20%. Como que você vai fazer uma casa, um posto de saúde com 30% do valor? Ainda tem o lucro da empresa. Não existe isso. Vou ser bem prático: não existe isso. Acho que é falácia”, argumentou.
Apesar disso, o presidente da Assembleia destacou que qualquer irregularidade deve ser investigada pelos órgãos de controle. “Eu não posso dizer que não existe, porque também não posso falar por mais de 5.500 prefeitos e mais de mil parlamentares no Brasil. Se existe outros valores, tem que atuar. A Polícia Civil e o Ministério Público estão aí para isso, e que seja punido”, disse.
Por fim, Max Russi voltou a cobrar que as denúncias sejam acompanhadas de nomes e provas, afirmando que nunca recebeu relatos desse tipo durante sua atuação parlamentar. “A gente tem que falar com nomes. O deputado tal, o prefeito tal falou isso. Qual é o prefeito? Quero ver um prefeito, porque nunca me falaram isso. Nenhum prefeito nunca teve uma conversa nesse sentido comigo. Se tem de outros deputados, tem que apontar, porque a gente tem que tomar providência. Não pode aceitar isso, não”, concluiu.