Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

DISPUTA DE TERRITORIAL

STF tenta conciliação entre MT e PA; Max rebate governadora

Publicado em

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, nesta quarta-feira (10), uma audiência de conciliação para discutir a disputa de limites territoriais entre Mato Grosso e Pará. O litígio envolve uma área de aproximadamente 22 mil km² na fronteira entre os dois estados, abrangendo municípios como Paranaíta, Alta Floresta, Altamira, Jacareacanga, Novo Progresso, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Cumaru do Norte.

O encontro ocorre após declarações divergentes das lideranças estaduais. A governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma, afirmou que o estado não abrirá mão das áreas contestadas e defenderá o território paraense.

“Reafirmo de antemão, nós não vamos abrir mão de um palmo das nossas terras. Estamos falando de segurança, de integridade, de defesa das nossas riquezas, da nossa gente e do nosso chão. Eu respeito nossos vizinhos e vou trabalhar sempre pelo diálogo e pelo bom relacionamento. Mas meu papel como governadora é proteger, em primeiro lugar, os interesses do povo paraense”, disse, em registro disseminado em suas redes sociais nesta terça-feira (9).

Em contrapartida, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, que participa da audiência em Brasília, rebateu o posicionamento e afirmou que o foco de Mato Grosso é garantir a continuidade de serviços públicos essenciais na região.

“O foco principal não é a questão territorial, mas garantir atendimento de saúde, educação e infraestrutura às comunidades da região, que atualmente dependem dos serviços prestados por Mato Grosso”, defendeu Russi.

Segundo o parlamentar mato-grossense, a linha divisória já havia sido definida anteriormente pelo STF, e o impasse atual se concentra na assistência aos moradores, que hoje utilizam a estrutura de Mato Grosso. Russi defendeu uma solução definitiva para a insegurança jurídica que se arrasta por décadas: ou o governo do Pará passa a atender efetivamente a população local, ou o território deve ser oficialmente reconhecido como parte de Mato Grosso.

“Se o Pará atender adequadamente essa população, a discussão estaria encerrada”, pontuou o deputado, reforçando que o bem-estar e a assistência às famílias locais devem se sobrepor às vaidades federativas.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

POLÍCIA

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI