Atualizada – às 11h04 – A inspeção que seria realizada pela Polícia Civil na Câmara Municipal de Várzea Grande nesta terça-feira (12) foi cancelada após a informação sobre a operação ter sido antecipada de forma não oficial. O caso gerou mal-estar entre as instituições envolvidas.
Segundo a assessoria da Casa de Leis, o Legislativo ainda não recebeu comunicado oficial da Polícia Civil informando o motivo do cancelamento da varredura, que havia sido programada após denúncia de possível escuta clandestina no gabinete do vereador Bruno Rios.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que não divulga suas ações ou operações investigativas de modo prévio. A instituição acrescentou ainda que, como o comunicado sobre a inspeção não foi divulgado diretamente por ela, orienta que eventuais informações sobre o procedimento sejam checadas com a assessoria do órgão responsável — no caso, a própria Câmara Municipal.
Nos bastidores, a avaliação é que o vazamento da informação sobre a varredura antes do sigilo necessário comprometeu os trabalhos da Gerência de Contrainteligência (GECOI) da Polícia Civil, que investigava a possível existência de dispositivos de escuta ambiental no prédio do Legislativo.
Mesmo com o cancelamento da inspeção, a sessão ordinária desta terça-feira segue suspensa, conforme confirmou a assessoria da Câmara.
O caso teve início após o vereador Bruno Rios relatar à polícia que encontrou um suposto aparelho de escuta escondido em uma canaleta de ar-condicionado de seu gabinete. O material foi encaminhado para perícia.