
Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a criticar a condução do governo federal e fez elogios à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita na noite de terça-feira (21), durante a abertura da feira agropecuária Norte Show, em Sinop.
Em seu discurso, Pivetta afirmou que o país enfrenta dificuldades por conta da “má política” e da inação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós não aguentamos mais a distorção causada pela má política. As desigualdades que não conseguem ser superadas pela inação do Governo Federal. Saudade do Bolsonaro”, declarou.
A fala ocorre às vésperas de um encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, reforçando o alinhamento político do governador com o grupo bolsonarista.
As críticas à atual gestão federal não são inéditas. No início do mês, Pivetta já havia acusado o governo Lula de cometer erros na condução econômica do país, citando especialmente o cenário de juros elevados e alegando impactos negativos na economia.
Durante o evento, o governador também adotou um tom duro ao abordar temas como corrupção e práticas políticas no país. Segundo ele, o Brasil “anda de lado” devido à corrupção e ao que classificou como “sem-vergonhice crônica” no Congresso Nacional. “Os brasileiros não aguentam mais esse cenário”, afirmou.
Ao mencionar a história de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Pivetta traçou um paralelo com a atual situação política e econômica, criticando a alta carga tributária e a baixa devolução de serviços à população.
O governador também destacou ações de sua gestão em Mato Grosso, afirmando que o Estado passou por uma reestruturação administrativa e financeira. Segundo ele, cerca de 20% das receitas correntes estão sendo investidas em obras públicas, com previsão de entrega de mais de 7 mil quilômetros de rodovias e 150 novas escolas até o fim do ano. Ele ainda citou a retomada de obras importantes, como as duplicações das BRs 163 e 364.
Pivetta também fez críticas indiretas a práticas políticas envolvendo negociações com parlamentares e prefeituras, afirmando que sua gestão não realiza acordos desse tipo. Mato Grosso conta atualmente com três senadores: Jayme Campos (UB), Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD), sendo que os dois primeiros são pré-candidatos ao governo estadual.
Ao final do discurso, o governador reforçou o tom político ao projetar o debate eleitoral futuro. “Vamos explicar ao povo por que este país anda de lado. É por causa da corrupção e da sem-vergonhice crônica. Os brasileiros não aguentam mais a distorção da má política”, concluiu.