De acordo com o gerente de Defesa Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, Raoni Cipriano, o fato de uma das aves estar fora do litoral deixa os órgãos ainda mais em alerta.
“Teve um deslocamento dessa ave. Ela pode ter se desorientado do bando por algum motivo, pode ter sido por doença, pode ter sido por outro motivo. A gente abre uma investigação no local. A gente passa a investigar a região com mais atenção”, disse.
Nesta quarta-feira (17), a secretaria já havia confirmado que outras 26 aves foram sacrificadas também para conter a disseminação da doença. Entre as primeiras espécies eutanasiadas, estavam atobás e trinta-réis, um biguá, uma coruja, um bem-te-vi, periquitos-rei e um papagaio-chauá.
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Primeiros casos
De acordo com o alerta da Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) na segunda-feira (15), os dois primeiros animais com a confirmação da doença no Espírito Santo eram da espécie Thalasseus acuflavidus, conhecida Trinta-réis-bando. Uma ave com a doença foi resgatada no município de Marataízes, no Litoral Sul, e outra em Jardim Camburi, Vitória.
Uma terceira ave também teve gripe aviária confirmada no estado, de acordo com a pasta. Trata-se da Sula leucogaster, conhecida como atobá-pardo, que estava no Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica (Ipram), na Grande Vitória, desde janeiro, e foi infectada pelos dois trinta-réis-bando que lá chegaram. Os três ficaram debilitados e morreram dias depois da infecção.
Casos não afetam segurança alimentar
Diante do primeiros casos de gripe aviária informados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária nesta segunda-feira (15), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que os animais infectados não fazem parte do sistema industrial brasileiro, ou seja, os casos não afetam aves e ovos disponíveis nos supermercados e a seguridade alimentar da população.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou estado de alerta de emergência devido aos casos.
Segundo nota da instituição, a medida busca “aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de gripe aviária”.
G1.