O governador Mauro Mendes (União Brasil) disse, nessa quarta-feira (01.02), que uma pendência com um banco está emperrando as tratativas para o Governo do Estado assumir definitivamente a concessão da BR-163. Com isso, o entrave pode refletir no cronograma do Estado para o início das obras de duplicação da rodovia.
“Estamos com 99,9% das coisas resolvidas. Tem uma pendência de um único banco pequeno que está emperrando o avanço final das tratativas e acreditamos que nas próximas horas ou dias vamos resolver esse problema e dar ‘startup’ nas funções definitivas da concessionária autorizando imediatamente o início das obras”, disse o governador em coletiva à imprensa.
Em entrevista à Rádio Capital FM, o secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, disse que o plano do Governo do Estado é assumir a administração da BR-163 neste mês, com o compromisso de já trabalhar para iniciar a duplicação da rodovia, entre maio e junho.
“Então, o Governo entrou no assunto e conseguimos, com uma grande articulação inovadora, assumir a duplicação da BR-163. Então, quer dizer, nós assumimos, fazemos as licitações e já começamos a trabalhar. Nós devemos ter obras ali entre maio e junho de 2023”, disse o Rogério Gallo em entrevista ao Jornal da Capital 1ª Edição, no dia 29 de dezembro.
Ele afirmou que as obras iniciarão pelo trecho entre o Posto Gil e o município de Nova Mutum. Também passarão por duplicação as travessias urbanas nas cidades de Sinop e Lucas do Rio Verde, bem como Cuiabá e Várzea Grande. Segundo o Rogério Gallo, o Governo do Estado investirá R$2,5 bilhões na duplicação da rodovia nos próximos 3 anos.
“Um trecho muito crítico é entre Posto Gil a Nova Mutum, onde se tem um degrau 35 a 40 cm entre o eixo da pista e o acostamento. Então, um caminhoneiro saí da pista e capota, obrigatoriamente. É um trecho muito crítico e vamos começar por ali e pelas travessias urbanas Sinop e Lucas do Rio Verde, além do trecho de Várzea Grande e Cuiabá”, afirmou.
Para a concessão, o Governo do Estado já assinou um Termo de Ajustamento Conduta (TAC) com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Concessionária Rota do Oeste (CRO), para transferir o controle acionário da concessionária para a MT Participações e Projetos (MT Par), empresa ligada ao Estado.
Em Mato Grosso, desde 2014, o trecho de 800 km da BR-163 está sob responsabilidade da Concessionária Rota do Oeste, que se comprometeu a duplicar mais de 450 km de asfalto no Estado. Entretanto, apenas 120 km de duplicação foram executados. O não cumprimento do contrato passou a ser apontado como a principal causa de mortes registradas na rodovia.