Principalmente devido à pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, que objetivou na queda da economia.

Wellington Fagundes pede unificações de eleições para 2022 e diz que população não quer eleição este ano

Por Gustavo Castro e Adão de Oliveira

Autor da Proposta de Emenda à Constituição, PEC 19/20, que prevê a coincidência dos mandatos eletivos e a realização de Eleição Geral em 2022, o senador Wellington Fagundes (PL) defende pelos corredores de Brasília a aprovação do objeto. Na opinião do senador, a população não quer eleição este ano, principalmente devido à pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, que objetivou na queda da economia. As eleições municipais deste ano deve custar aos cofres públicos a 'bagatela' de R$ 6 bilhões.

Wellington Fagundes diz que Câmara dos Deputados atropelou o processo
Senador Wellington Fagundes (PL) / Foto: Capital Notícia

"Primeiro, pela questão do bom senso que, num momento de pandemia em que nós precisamos concentrar nos esforços em salvar a vida das pessoas, em ajudar aqueles que mais necessitam, como o caso de votarmos para a liberação do auxílio de R$ 600 para aqueles que estão na economia informal, a merenda escolar para ser entregue às famílias cuja os filhos não podem ir à escola e tantos outros problemas sociais. A ajuda aos municípios e estados foi exatamente pensando que, neste momento, a principal meta é exatamente de cuidar, além da vida das pessoas, cuidar para que a gente tenha emprego. A gente também não pode deixar nossas empresas morrerem, seja pequena, média ou grande", argumentou o parlamentar. 

Fagundes ainda justifica que dificuldade na Justiça Eleitoral para validar as eleições para este ano é um fator positivo para a mudança dos pleitos eleitorais para 2022.

"Dificilmente a Justiça terá condições de realizar as eleições. Primeiro que não fez as licitações das urnas, não tem urnas suficientes. Já está se pensando em dividir as eleições em dois dias, mas tudo isso é muito difícil. Sem contar ainda que a Justiça Eleitoral tem todo um prazo para cumprir, não é só o dia da eleição. Até lá, tem convenções partidárias, tem toda essa convocação que tem que ser feita, e isso tudo exige aglomeração de pessoas. Além do que também desvia a atenção dos gestores neste momento, seja prefeitos, governadores e até o presidente da República", acrescentou.

Realmente, adiar as eleições é o desejo de pelo menos 62,5% dos brasileiros, como aponta uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A amostragem revela ainda que 30,4% dos entrevistados se mostraram contrários à mudança, sendo que 7,1% não sabem ou não responderam.

A pesquisa foi divulgada no dia 12 de maio. A CNT entrevistou 2.002 pessoas por telefone entre os dias 7 e 10 de maio deste ano, em 494 municípios. A margem de erro é 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Leia também

Deixe seu comentário!