FG ASSESSORIA

Vigilância Epidemiológica emite alerta sobre vírus agressivo da dengue

O vírus já circulou no Estado em 2011, quando houve o bloqueio epidemiológico que evitou uma epidemia.

em 17/05/2019

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio do setor de Vigilância Epidemiológica, emitiu um alerta aos municípios para a identificação do vírus DENV-2, um tipo de dengue que evolui rápido e pode levar a óbito.

O vírus já circulou no Estado em 2011, quando houve o bloqueio epidemiológico que evitou uma epidemia. Porém, de acordo com a área técnica, existe um risco de reinfecção e do surgimento de casos mais graves, especialmente em crianças.

De acordo com o órgão, o alerta visa chamara a atenção dos profissionais de saúde dos municípios para que notifiquem todos os casos suspeitos das arboviroses dengue, chikungunya e zika, considerando o cenário epidemiológico dessas doenças. “Ao observar os sintomas, é preciso que os profissionais redobrem a atenção”, recomenda a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES-MT, Alessandra Moraes.

A Vigilância do Estado divulgou aos municípios o fluxo de encaminhamento de amostras para diagnóstico laboratorial dos casos suspeitos de dengue, sendo o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT) a referência estadual.

No caso de dengue grave ou óbito com suspeita de dengue, a notificação aos serviços da Vigilância Epidemiológica Municipal e Estadual deve ser feita imediatamente, alertou Alessandra de Moraes. Outra recomendação à Rede Municipal de Saúde é para que seja feita e investigação de antecedentes epidemiológicos do paciente.

O comunicado ressalta ainda que a notificação de doenças e agravos de saúde pública, além de ser uma obrigação legal do profissional de saúde, tem como objetivo sinalizar a ocorrência da doença e desencadear ações de Vigilância em Saúde.

Sintomas

Os casos considerados suspeitos apresentam febre de duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: febre, cefaleia, mialgia, artralgia, dor retro-orbitária, prostração, exantema e com exposição à área com transmissão de dengue ou com presença de Aedes Aegypti nos últimos quinze dias.

“É importante enfatizar que, ao ser infectado por um sorotipo do vírus da dengue, a pessoa cria imunidade permanente contra esse sorotipo, entretanto, também cria anticorpos que podem agravar uma infecção caso seja infectado por um sorotipo diferente”.

(Com informações da Assessoria)



Tags

Deixe seu comentário!


Mais Notícias