A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) divulgou uma nota oficial de solidariedade à professora Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), após a gestora ser alvo de ataques racistas nas redes sociais.
As ofensas ocorreram depois que Zara concedeu entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, sobre a desigualdade racial nas escolas. Em suas redes sociais, a professora tornou públicas algumas das mensagens preconceituosas recebidas, que faziam ataques à sua aparência, especialmente ao cabelo e ao tom de pele.
Ao denunciar os episódios, Zara ressaltou que o racismo não pode ser confundido com liberdade de expressão e afirmou que as leis que regem a convivência na sociedade também devem ser respeitadas no ambiente digital. A secretária informou ainda que reuniu provas das ofensas e encaminhou à Polícia Federal as identificações dos autores para que sejam responsabilizados judicialmente.
UFMT condena racismo
Na nota, a UFMT afirma sua “irrestrita solidariedade” à professora e destaca que os ataques racistas representam uma grave violação dos direitos humanos.
A universidade também reforça que o racismo afronta os princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana, comprometendo a construção de uma sociedade democrática, plural e socialmente justa.
“O racismo é uma violação dos direitos humanos, afronta os princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana e compromete a construção de uma sociedade democrática, plural e socialmente justa”, destaca o documento.
A instituição também reconhece a trajetória acadêmica e profissional de Zara Figueiredo como educadora, pesquisadora e gestora pública comprometida com a promoção da educação inclusiva, da igualdade racial, da valorização da diversidade e da defesa dos direitos humanos.
Segundo a UFMT, ataques direcionados a mulheres negras que ocupam espaços de liderança e atuam na formulação de políticas públicas extrapolam a esfera individual.
Para a universidade, essas agressões representam uma tentativa de enfraquecer os avanços conquistados na luta por uma sociedade mais justa e equitativa.
Na parte final da nota, a UFMT reafirma seu compromisso institucional com o enfrentamento ao racismo em todas as suas formas e renova sua defesa da equidade, da justiça social, do respeito à diversidade e dos direitos humanos.
A universidade também manifesta a expectativa de que outras instituições públicas, em diferentes esferas de governo, se posicionem em solidariedade à professora Zara Figueiredo.
“Neste momento, a Universidade Federal de Mato Grosso renova seu compromisso com a promoção da equidade, da justiça social e do respeito à diversidade, valores que orientam sua missão institucional e que devem ser permanentemente defendidos por toda a sociedade”, conclui a nota.