Um homem de 25 anos, identificado como Douglas Rian Conceição da Silva, morreu na madrugada desta sexta-feira (19) em um confronto com agentes da Força 90 da Polícia Militar, no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, ele era suspeito de tentativa de estupro e, ao ser localizado, teria atirado contra a equipe, o que resultou na ação letal dos policiais.
A equipe realizava patrulhamento tático pela região quando foi abordada por uma mulher em visível estado de abalo emocional. A vítima, que estava assustada e chorando, relatou ter sido agarrada pelo braço por um homem magro, vestindo bermuda e camiseta azul, que tentou arrastá-la para uma área de mata. Ela ainda informou aos policiais que o agressor estava armado com um revólver.
Com base nas características repassadas, os agentes intensificaram as buscas e, minutos depois, localizaram o suspeito agachado em um canto de muro. Ao perceber a aproximação da viatura, conforme narrado no registro policial, Douglas Rian efetuou disparos contra a equipe, que reagiu em legítima defesa. No confronto, o homem foi baleado e caiu ao solo.
Imediatamente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas ao chegar no local, os paramédicos constataram o óbito do suspeito. O revólver usado por ele, de cor preta, foi recolhido e entregue à equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também esteve presente para os procedimentos de perícia.
A Polícia Técnica (POLITEC) foi acionada para realizar a perícia criminal e a remoção do corpo. A área foi isolada e preservada para a coleta de vestígios que possam esclarecer detalhes sobre a dinâmica do confronto e da tentativa de estupro.
De acordo com o relatório preliminar da ocorrência, as circunstâncias do confronto e a conduta dos agentes serão investigadas pela DHPP, que deve apurar se houve excesso ou se a ação ocorreu estritamente dentro dos limites da legítima defesa, além de ouvir testemunhas e analisar as imagens das câmeras de segurança da região.
O suspeito já possuía passagens pela polícia e respondia, até então, por outros crimes, segundo fontes da corporação.