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CARTA ABERTA

Sindicato acusa direção do Colégio São Gonçalo de assédio

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O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sintrae-MT) divulgou uma carta aberta na qual acusa o diretor do Colégio Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá, padre Marcelo Fujimura, e membros de sua equipe de praticarem assédio moral contra docentes e funcionários administrativos.

A entidade sindical afirma que, em poucos meses de gestão, o ambiente escolar, que por 132 anos foi marcado pelo desenvolvimento do projeto salesiano e pelo diálogo, passou a ser caracterizado por “insegurança, autoritarismo desmedido, intolerância, hostilidade e perseguição”.

De acordo com a carta, as acusações se estendem ao vice-diretor, padre Danilo Guedes, e à coordenadora pedagógica, Michela Falcão. Entre as práticas citadas estão tratamento grosseiro aos profissionais, cobranças abusivas fora da jornada de trabalho, invasão de salas de aula sem aviso prévio, com o que o sindicato classifica como “claro e ostensivo mau propósito de constranger o/a professor/a”, além da elaboração de relatórios subjetivos com avaliações negativas do trabalho docente.

“Esse assédio moral, permanente, reiterado e progressivo, praticado por Vossa Senhoria e os citados dois integrantes de sua equipe, tem provocado constantes e crescentes abalos emocionais e adoecimento dos/as professores/as e dos/as administrativos/as”, denuncia o texto. A entidade também menciona episódios de intolerância religiosa e desrespeito à diversidade.

O sindicato questiona diretamente o diretor na carta: “Até quando, Senhor diretor, Vossa Senhoria vai continuar tratando a educação ministrada pelo Colégio Salesiano São Gonçalo como mercadoria, os alunos como clientes e os/as trabalhadores/as como balconistas, que têm como missão vendê-la?”

O documento cita princípios constitucionais, como a liberdade de aprender e ensinar e o pluralismo de ideias pedagógicas (Art. 206 da CF), para contestar a postura da gestão. O Sintrae-MT afirma que a conduta da direção tem gerado “descontentamento generalizado, com absoluta desmotivação e perda de confiança do ambiente de trabalho”.

A carta foi finalizada com a frase “Com a palavra, Senhor diretor!”, convocando a direção do colégio a se manifestar publicamente sobre as acusações.

A reportagem tentou contato com a assessoria do Colégio Salesiano São Gonçalo para comentar as denúncias, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

Leia a carta completa clicando aqui.

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