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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que o município terá que demitir servidores nos próximos dias devido ao desequilíbrio financeiro que, segundo ela, foi provocado pela demora da Câmara Municipal em apreciar matérias relacionadas ao orçamento.
Durante entrevista à Rádio Capital FM, Moretti responsabilizou o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, e disse que a administração foi obrigada a tomar a decisão para reduzir os gastos com a folha de pagamento.
“Eu vou ter que mandar pessoas embora. Não sou eu quem quer isso. Estou sendo obrigada por essa situação”, afirmou.
De acordo com a prefeita, as demissões devem começar ainda nesta semana e podem se estender para a próxima. Ela explicou que a meta é reduzir entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões por mês em despesas com pessoal e custeio – principalmente na área da saúde.
“Eu tenho que reduzir a folha e começa pela folha da saúde, porque eu não consigo aportar mais o efetivo. Eu vou tentar no mínimo não desfalcar serviços como Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Pronto-Socorro (PS), essa situação toda que é 24h, que são já são super lotados, então eu preciso, eu tenho que dar atenção pra essas unidades de saúde.”
Moretti alegou que recursos destinados à saúde permanecem parados devido ao impasse com o Legislativo e afirmou que mesmo que os valores sejam liberados imediatamente, o município precisará de cerca de três meses para recuperar o equilíbrio financeiro. A prefeitura tem cerca de R$ 56 milhões disponivéis no cofre, mas estão travados por falta de aprecicação pelo Poder Legislativo.
A prefeita também acusou o presidente da Câmara de promover uma perseguição política e de impedir o andamento de projetos considerados essenciais para a gestão.
“A que ponto chega a soberba de um homem? Estou tendo que recorrer ao Judiciário para fazer valer o regimento e a legislação do município. Essa situação está obrigando a prefeitura a demitir trabalhadores”, declarou.
A prefeita não informou quantos servidores deverão ser desligados, apenas que os cortes serão necessários para adequar as contas do município aos limites fiscais.