O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (28) que o Estado está disposto a rever a demissão de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), demitidos em março. A declaração foi dada durante reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
“A gente pode rever. Isso aí foi um contrato que venceu. Nós podemos fazer um aditivo, renovar. Não tem nenhum problema. Nós vamos decidir isso juntos”, disse Pivetta ao se dirigir aos trabalhadores presentes.
O governador garantiu que convocará os servidores para uma reunião nos próximos dias e comprometeu-se a adotar todas as medidas necessárias para garantir o funcionamento do Samu nos municípios mato-grossenses. “Tudo o que for necessário do Estado para que o Samu funcione em todos os municípios de Mato Grosso, nós estamos prontos para fazer”, afirmou.
Pivetta também defendeu a atuação conjunta entre o Samu e o Corpo de Bombeiros, afirmando que ambas as corporações possuem profissionais qualificados para o atendimento de urgência. “Nós não podemos deixar de reconhecer isso. Seria injusto”, declarou.
O governador lembrou que o serviço foi criado pelo governo federal para ser executado pelas prefeituras, mas que, em Cuiabá, o Estado assumiu a responsabilidade após a gestão municipal não aderir ao programa em 2007.
Durante a reunião, o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, apresentou um relatório sobre visitas técnicas realizadas nas bases do Samu em Mato Grosso.
Para Carlos Mesquita, presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma-MT), o documento apenas confirmou denúncias anteriores. “Houve uma confirmação de todos os relatos já ouvidos sobre a má gestão e desmonte do Samu em Mato Grosso”, afirmou.
A enfermeira do Samu Patrícia Ferreira destacou que o Conselho Estadual de Saúde determinou, em setembro de 2025, o cancelamento do termo de cooperação técnica entre o Samu e o Corpo de Bombeiros. “O que lutamos aqui é para garantir o direito dos trabalhadores da Saúde de manterem seus vínculos, gestões e hierarquia com a saúde, não com a segurança”, disse.
O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Eugênio (Republicanos), informou que o governo deverá reavaliar os desligamentos e apresentar explicações sobre a desativação de cinco unidades do Samu na Baixada Cuiabana, além de ampliar o debate sobre a cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Samu e o Corpo de Bombeiros.
Pivetta concluiu reforçando o compromisso com o diálogo e a responsabilidade fiscal. “Temos o dinheiro necessário para fazer o serviço bem feito. Com a colaboração de vocês, vamos fazer isso sem nenhum problema”, afirmou.