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ALTA DO DIESEL

Mauro reage a pressão por ICMS e critica União: “não dá”

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, criticou nesta quarta-feira (18) o pedido do governo federal para que os estados reduzam o ICMS sobre os combustíveis, medida que busca conter a alta no preço do diesel no país.

Segundo o governador, há uma diferença estrutural entre a gestão fiscal da União e a dos estados. Mendes argumentou que o governo federal tem recorrido ao endividamento para cobrir déficits, enquanto estados e municípios são obrigados a manter equilíbrio nas contas públicas. “O governo federal gera prejuízo e emite dívida, jogando o problema para frente. Nós não podemos fazer isso”, afirmou.

A declaração ocorre em meio ao impasse entre a União e os estados. Por meio do Comsefaz, os governadores já sinalizaram resistência à proposta, alegando perdas acumuladas de arrecadação após reduções tributárias anteriores.

Mendes também criticou a estratégia do governo federal de abrir mão de receitas, como a suspensão de tributos federais. Para ele, a medida é arriscada diante do cenário de contas públicas deficitárias. O governador comparou a situação à de uma família que, mesmo com dificuldades financeiras, reduziria a própria renda. “Se você não consegue pagar suas contas, não faz sentido trabalhar menos e ganhar menos”, disse.

Sobre a possibilidade de paralisação dos caminhoneiros, o governador adotou cautela. Ele reconheceu a importância da categoria, mas ponderou que nem todas as mobilizações anunciadas se concretizam. “É difícil saber o que é real ou não. Toda hora surge uma conversa, e não dá para viver em constante preocupação”, declarou, acrescentando que não acredita que greves sejam o melhor caminho para resolver o problema.

 

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