
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou que o Estado pode “quebrar em dois anos” caso a população eleja um sucessor que, segundo ele, seja “vagabundo” e “inexperiente”. A declaração foi feita nesta terça-feira (24), durante entrevista à Rádio Band Juína.
Sem citar nomes, Mendes tem feito críticas ao senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo, e ao ex-governador Pedro Taques (PSB), a quem já classificou como exemplo de má gestão. O atual chefe do Executivo apoia a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás.
“Se tiver gente séria no governo, nos próximos anos, vai continuar fazendo muita coisa. Se colocar vagabundo lá, inexperiente, pode ter certeza que em dois anos quebra o Estado de novo”, declarou.
Ao comentar obras de infraestrutura na região noroeste, Mendes afirmou que a prioridade é concluir a pavimentação da MT-170, que liga a região de Juína a Campo Novo do Parecis. Segundo ele, a pavimentação da MT-183, entre Juína e Aripuanã, deverá ficar para a próxima gestão.
O governador também voltou a comparar sua administração com a de Taques, afirmando que herdou o Estado com atrasos de até seis meses no pagamento a fornecedores e dívidas bilionárias. Mendes destacou que, enquanto ao longo da história foram pavimentados cerca de 6,4 mil quilômetros de rodovias estaduais, sua gestão deve encerrar oito anos com aproximadamente 7 mil quilômetros entregues.
Por fim, condicionou a continuidade dos investimentos à “qualidade” e “competência” do próximo governador, ressaltando que a responsabilidade fiscal será determinante para manter o equilíbrio das contas públicas.