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QUEIMADA VIVA

‘Matou após vítima negar sexo’: Jovem confessa feminicídio brutal em VG

Josivany Borges, de 45, recusou relação combinada em troca de drogas e dinheiro; criminoso já tinha passagens por crimes sexuais

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O principal motivo que levou Gabryel Junio de Almeida Dirceu, de 20 anos, a estuprar, matar a pedradas e incendiar o corpo de Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45, foi a negativa da vítima em manter relação sexual com ele. O crime brutal ocorreu no dia 1º de junho em um terreno baldio no bairro Centro-Sul, em Várzea Grande, e o suspeito foi preso na última segunda-feira (8).

De acordo com a delegada Jéssica Assis, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os dois não se conheciam. O encontro aconteceu na noite do dia 31 de maio, no Centro de Várzea Grande, quando Gabryel abordou a mulher em uma praça. Eles combinaram um programa sexual cujo pagamento seria em dinheiro e drogas.

Josivany chegou a consumir a substância ilícita com ele em uma casa abandonada, mas, em seguida, se arrependeu e disse que não queria mais ter relação. Foi aí que o crime começou a ser desenhado.

“Ela falou que não queria mais e tentou ir embora. Ele não aceitou. As câmeras de segurança mostram o suspeito empurrando a vítima e a levando para o matagal”, detalhou a delegada em coletiva nesta terça-feira (9).

Segundo a investigação, após a recusa da vítima, Gabryel insistiu diversas vezes. Diante da negativa persistente, ele a estuprou. Foi durante o abuso que Josivany, em desespero, pegou uma faca dentro da própria bolsa e atingiu o pescoço do agressor, causando cortes.

Irritado, o jovem então decidiu matar a mulher. Ele a espancou com uma pedra até a morte e, em seguida, ateou fogo no corpo – e a delegada ressaltou que há indícios de que a vítima ainda estava viva quando as chamas começaram.

“A princípio, tratávamos como ocultação de cadáver, mas, se ela estava viva, vamos investigar também a prática de tortura”, afirmou Jéssica Assis.

As investigações apontaram que o assassino agiu de forma premeditada para não ser identificado. Após matar Josivany, ele deixou o terreno baldio, foi até uma casa abandonada, trocou de roupa e descartou as vestes usadas no crime.

O corpo parcialmente carbonizado foi encontrado por equipes do Corpo de Bombeiros, que atenderam a um chamado de incêndio no local. A vítima estava nua, com lesões na cabeça e coberta por um tanque de lavar roupas danificado.

Prisão e confissão

Após denúncia anônima e diligências da DHPP, a própria avó do suspeito informou à polícia que ele havia ligado dizendo ter feito uma “merda” e que estava escondido em uma região de mata. Os investigadores o localizaram no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.

Durante o deslocamento para a delegacia, Gabryel confessou o feminicídio e indicou onde escondeu as roupas usadas. Ele foi autuado em flagrante, e a delegada representou pela conversão da prisão em preventiva.

“Ele tem apenas 20 anos, mas já possui um grande histórico criminal, principalmente por crimes sexuais”, destacou a delegada.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias do crime, que teve na recusa da vítima ao sexo o estopim para uma das mais bárbaras execuções registradas recentemente no estado.

 

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