
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) afirmou nesta terça-feira (14) que iniciará, nas próximas semanas, uma agenda de viagens por Mato Grosso com o objetivo de apresentar um balanço dos sete anos de mandato no Senado e dar início à sua movimentação política visando a reeleição.
Segundo o parlamentar, o momento é de intensificar o contato com a população e prestar contas das ações realizadas. “É uma grande oportunidade, e fico satisfeito em ver várias candidaturas. Isso fortalece a democracia, dá ao eleitor a chance de comparar trajetórias, compromissos assumidos e a capacidade de cumpri-los durante o mandato”, declarou.
Fávaro relembrou ainda que, nas duas disputas anteriores ao Senado, houve 11 candidatos concorrendo, e demonstrou expectativa de que o próximo pleito mantenha um nível semelhante de participação.
Durante agenda em Cuiabá, no Fórum Economia e Desenvolvimento Institucional, o senador também comentou o cenário político em Brasília, especialmente sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, cujo relatório final foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O documento pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Fávaro confirmou ter assinado o pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão e defendeu a continuidade das investigações. “Eu assinei o pedido de prorrogação dessa CPI, que é importante para passar o país a limpo. E mais do que isso: ninguém está acima da lei, nem o cidadão mais comum e muito menos o ministro do Supremo, que deveria ser exemplo”, afirmou.
O relatório aponta que os investigados teriam adotado “condutas incompatíveis com o exercício de suas funções”. Entre os pontos citados, estão possíveis conflitos de interesse, decisões judiciais sob suspeição e suposta omissão diante de indícios considerados relevantes.
A votação do parecer está prevista para ocorrer ainda nesta terça-feira, na última sessão da CPI.