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NA SALA DE RESIDÊNCIA

Corpo fica mais de 10 horas em casa após morte e família denuncia erro

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Uma situação de dor e revolta marcou moradores do bairro Jonas Pinheiro 1, em Cuiabá, nesta terça-feira (25). O corpo de um homem de 38 anos, identificado como Kennedy, permaneceu por mais de 10 horas dentro da própria residência após a constatação de morte natural, devido a entraves burocráticos e possíveis falhas no registro da ocorrência.

De acordo com relato de testemunhas, o homem passou mal ainda pela manhã, apresentando sintomas graves, como vômito com sangue e dificuldade para se manter em pé. Ele foi socorrido pela própria mãe e colocado em um sofá, onde permaneceu desacordado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado apenas no fim da tarde, por volta das 18h, quando a equipe confirmou o óbito no local.

No entanto, segundo a transcrição do áudio obtido pela reportagem, um erro no preenchimento da declaração de óbito teria desencadeado toda a situação. Como a vítima não possuía documento com foto no momento do atendimento, o corpo foi registrado como “não identificado”, sem informações completas como nome e CPF — dados que, conforme familiares, estavam disponíveis.

A falha impediu o encaminhamento imediato do corpo, já que hospitais e demais órgãos se recusaram a dar continuidade ao processo sem a identificação formal. Familiares relataram que foram orientados a buscar regularização em unidades como o Hospital Municipal de Cuiabá e o Hospital Universitário Júlio Müller, mas não obtiveram sucesso.

Enquanto isso, o corpo permaneceu dentro da residência durante toda a noite, sem qualquer assistência. “Falaram que iam vir coletar a digital dele para confirmar a identidade, mas até agora ninguém apareceu”, diz trecho do relato. A promessa seria de que uma equipe realizaria a identificação por meio de impressões digitais para liberar o procedimento, o que não ocorreu até o momento descrito.

A situação gerou indignação entre amigos e vizinhos, que apontam negligência e falha no atendimento. “A responsabilidade agora está nos órgãos públicos por conta da burocracia. Foi erro deles”, afirma uma testemunha.

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