O câncer é uma doença que afeta pessoas de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes. No caso dos mais jovens, os pais devem estar atentos aos sinais e sintomas da doença, já que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento. Para esclarecer o assunto, o PNB Online conversou nesta quinta-feira (16.02) com a médica Júlia Balsanelli, que destaca os principais sintomas e possibilidades de tratamento para a doença.
Segundo a médica, os sinais e sintomas mais comuns do câncer infantojuvenil dependem do tipo de câncer, mas, considerando os tipos mais frequentes, deve-se prestar atenção a: febre prolongada sem causa evidente; palidez importante; dor nos ossos e nas articulações; manchas roxas e sangramentos sem trauma prévio; dor de cabeça prolongada, podendo despertar durante à noite e causar vômitos; perda de peso; caroços ou massas palpáveis em qualquer parte do corpo.

Médica Júlia Balsanelli indica sinais que podem ajudar pais a identificarem sintomas de câncer em crianças e adolescentes.
Balsanelli destaca que o tratamento para câncer geralmente se baseia em três modalidades: quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Assim como com os adultos, com as crianças cada caso é analisado individualmente para avaliar qual ou quais tratamentos serão necessários. Com mais jovens, no entanto, o tratamento precisa ser iniciado com maior rapidez, justamente por ainda estarem em fase de desenvolvimento.
“Diferente do câncer em adultos, que pode ser relacionado muito ao estilo de vida, o câncer infantil tem maior influência genética e da proliferação de células jovens. O câncer infantil se instala de forma muito mais rápida, e por isso há a necessidade de prestar atenção aos sinais de alarme”, enfatiza a médica.
Alguns fatores de risco associados ao câncer em crianças e adolescentes são síndromes genéticas, como a Síndrome de Down, a Neurofibromatose tipo 1, a Síndrome de Beckwith-Wiedemann e a Síndrome de Klinefelter. Por isso, é importante que essas síndromes sejam acompanhadas cuidadosamente pelo pediatra geral ou por especialistas.
Os pais são, na maioria das vezes, os primeiros a perceberem os sinais do câncer, e devem sempre procurar atendimento para avaliação médica. “A ajuda da família é essencial durante o tratamento, que pode ser longo e difícil. Com acompanhamento médico adequado e diagnóstico precoce, as chances de cura são maiores, e as crianças e adolescentes podem ter uma vida normal após a doença”.
Safira Campos/PNB Online