O racionamento entrou em vigor em setembro e ainda não tem previsão para ser suspenso.

Tangará decreta situação de emergência por falta de água

Por Jessica Bachega

Moradores de Tangará da Serra vivem meses de dificuldade com racionamento de água. Não chove o suficiente para encher reservatórios e quem não consegue buscar água nos locais de distribuição depende da ajuda de voluntários. O racionamento entrou em vigor em setembro e ainda não tem previsão para ser suspenso. Por causa do problema, a prefeitura decretou situação de emergência.

No decreto assinado em 24 de novembro, consta que os "níveis dos mananciais se encontram muito abaixo dos padrões prudenciais e necessários" e que com as "altas temperaturas há o aumento do consumo de água pela população, gerando sérios problemas no abastecimento de água".

Divulgação

A situação de emergência tem validade de 60 dias e autoriza as restrições na distribuição de água, assim como o uso de propriedades privadas e a convicação de servidores em caso de urgência.

 
Segundo o prefeito Fábio Junqueira (MDB), para driblar a situação, o abastecimento tem sido feito por meio de caminhão-pipa. A distribuição é feita em pontos estratégicos da cidade e a comunidade busca o líquido para suas necessidades básicas.


“São colocados diversos poços artesianos à disposição da população que dispõe de caminhonete com caixa d'água. Os pipas distribuem agua nos bairros de acordo com cronograma divulgado diariamente.”, informou o gestor ao .


Quem não consegue recolher a água nos pontos de distribuição conta com a ajuda de voluntários. Segundo matéria divulgada pelo site Tangará em Foco, grupos de moradores que dispõe de veículos e caixa d’água pegam a água nos pontos de distribuição e levaram a quem mora em bairros mais distantes.


Além dos caminhões-pipa, o prefeito informou que foi feita uma transposição de água da bacia do córrego do Russo para o rio Queima Pé, onde fica a estação de tratamento e distribuição da água.

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