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Presidente da OAB denuncia que MPE não aceitou que militares fizessem delação

Domingos Sávio disse que não pode falar sobre o tema ainda pois encontra-se em sigilo da justiça.

em 11/07/2019

Gustavo Castro

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, em entrevista à Rádio Capital FM na manhã desta quinta-feira (11), questionou o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE), do porquê não ter permitido que os militares envolvidos no esquema da 'Operação Grampolândia Pantaneira' fizessem delação premiada. 

Cel. Zaqueu Barbosa, Cel. Evandro Lesco e o Cabo Gerson Corrêa são investigados no esquema e ainda não foi ouvido pelo promotor do caso, o procurador de Justiça Domingos Sávio.

As delações foram rejeitadas na segunda-feira (8) e os depoimentos foram realizados no Naco, pois as pessoas citadas teriam foro privilegiado. 

Leonardo questionou o promotor: "Quero saber do doutor Domingos Sávio por que os investigados dos grampos tentaram delação e ele não aceitou. Por quê? Quais os critérios?". 

Como resposta, Domingos Sávio, disse, por telefone, que não pode falar sobre o tema ainda pois o mesmo encontra-se em sigilo da justiça e afirmou ainda que os militares já estão prestes a serem sentenciados e que não existe nada de novo nos autos.

Grampolândia

A denúncia sobre o esquema de grampos foi feita pelo promotor de Justiça Mauro Zaque em 2015, quando ele ainda era secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Na época, cerca de 700 pessoas teriam sido gravadas ilegalmente, por meio de uma chamada conhecida como 'barriga de aluguel' (quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes). Os alvos da operação eram políticos, jornalistas, advogados e até médicos. Entre os 'monitorados' estavam a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, dono do site Muvuca Popular.

O caso saiu até no programa 'Fantástico', da Rede Globo, em maio de 2017, porém, o esquema de “arapongagem” já havia vazado na imprensa local antes. 

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