Deputado Federal José Medeiros pretende disputar vaga no Senado – Foto: Câmara dos Deputados
Deputado Federal por Mato Grosso, José Medeiros (Podemos), assegura que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não definiu qual candidato ao Senado apoiar nas eleições de 2022. Antes da filiação do Chefe da União ao Partido Liberal, o apoio a Medeiros estava praticamente fechado, contudo, após a entrada do Bolsonaro ao PL de Wellington Fagundes, que vai a reeleição ao cago de senador, o cenário mudou.
Medeiros aponta que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, está pleiteando de todas as formas o apoio a Wellington, mas que isso será definido apenas após as festas de fim de ano. “Aqui em Mato Grosso tem um candidato à reeleição e o Valdemar tem insistido para o presidente escolher o senador Wellington, mas o presidente não definiu isso aí, eu sei que tem gente muito apressada dizendo que o presidente já definiu, não definiu. Realmente estava definido pelo meu nome, ele (Bolsonaro) me chamou, falou que estava conversando com o Valdemar, porque o cenário mudou, mas não está nada definido ainda, ele vai definir depois do recesso’, disse em entrevista ao Jornal da Capital na manhã desta terça-feira (14.12).
Questionado se pretende continuar com o foco na cadeira do Senado no próximo ano, o parlamentar argumenta que irá se basear nas pesquisas para analisar o cenário. “É uma coisa que a gente precisa avaliar, precisa olhar as pesquisas, porque a gente sabe que não dá pra ser candidato de si mesmo. Num cenário hipotético o presidente defini que vai apoiar o outro candidato (Wellington) e o eleitorado também acompanha, aí você tem que se dobrar aos números e tentar outra coisa, se vai pra governador, que tipo de candidatura”, avalia.
Presidência
Outra dificuldade que Medeiros já encontra no caminho do projeto eleições 2022 é o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que deixou o primeiro escalão do governo federal de forma bastante conturbada e que se filiou ao Podemos no intuito de disputar a presidência contra Bolsonaro.
Sobre uma possível mudança de partido, José Medeiros assegura que já tem conversado com partido da base do presidente, como por exemplo, o PTB, PRB, mas que nada está definido e que deve esperar o partido bater o martelo sobre o pleito presidencial. “Se o ministro Moro for pra presidente aí vai ter que mudar, porque ele não vai aceitar eu ser candidato ao Senado e continuar no Podemos”.
Todavia, o deputado não vê força politica na candidatura de Moro ao Palácio da Alvorada e palpita que o segundo turno deve ser entre Lula e Bolsonaro. “Eu vejo que o cenário ainda está entre os dois candidatos dos campos opostos. O meio eu não vejo com chance de chegar ao 2º turno, porque tem várias candidaturas e esses votos se diluem e também eu vejo a candidatura do Moro com (inaudível), porque esses votos do Moro vem da cacimba de votos do presidente Jair Bolsonaro, aqueles que quando o Moro saiu ficaram do lado do Moro. Eu não sinto que nem o Dória tem como explodir de votos, nem o Pacheco, nem mesmo o ministro Moro por causa disso, boa parte do eleitorado já está definido entre, ou Lula, ou Bolsonaro”.
Governo do estado
Para Mato Grosso, o grupo de direita já tem levantado diversos nomes para concorrer ao cargo de governador, porém, um nome que tem o apoio mais incisivo de Medeiros é o do agricultor Odílio Balbinotti.
O parlamentar tem articulado algumas agendas, incluindo o encontro com Bolsonaro há alguns dias, e aponta também que logo devem se reunir para a definição de quem será o adversário de Mauro Mendes (DEM), caso o atual chefe do Executivo estadual vá à reeleição.
“Nós estamos agora discutindo uma candidatura ao governo, nós temos alguns pré-candidatos postos que colocaram o nome, nós tivemos com o presidente e ele gostou muito do perfil do Odílio Balbinotti, óbvio que o Odílio colocou que pra ele aceitar ele tem descompatibilizar da empresa, é uma empresa grande, não tem como separar uma locomotiva em um curto espaço de tempo, mas tá posto o Odílio, tem o Reinaldo como pré-candidato, Tem Rossato, tem o Nilson Leitão, então, o que nós vamos fazer é no tempo certo reunir essa galera toda e combinar num candidato só e gente terá um candidato pra enfrentar o maduro que está aí governando o estado de Mato Grosso”, conclui.
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