A decisão do chefe do Ministério Público em determinar as investigações tem por base a denúncia do governador Mauro Mendes (DEM).

MP investiga uso de R$ 42 mi em UTIs na Capital

Por Pablo Rodrigo

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, determinou a abertura de dois inquéritos para apurar a destinação dos R$ 42 milhões que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) recebeu do governo federal para custeio de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs).


Os casos serão investigados pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal), por conta do foro privilegiado por prerrogativa de função, e pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, na esfera cível.


Chico Ferreira
Reprodução


A decisão do chefe do Ministério Público em determinar as investigações tem por base a denúncia do governador Mauro Mendes (DEM), que cobrou publicamente Emanuel em relação a abertura de novos leitos de UTIs na Capital.


“Cadê os leitos de UTI? O que fez com os R$ 42 milhões? Como ele não consegue responder isso, começa a criar esse jogo de palavras. Eu estou cobrando, sim, do prefeito Emanuel Pinheiro, cadê os leitos de UTI na cidade de Cuiabá? Qual leito novo ele abriu na cidade nesses últimos 90 dias?”, questionou Mauro Mendes na última segunda-feira (1).


O Ministério Público já vem acompanhando as ações da Capital em relação ao combate e ações de enfrentamento à covid-19. Porém, por se tratar de uma denúncia de um suposto desvio, o MP decidiu abrir investigação.


Na avaliação do governador, as polêmicas alimentadas pelo prefeito visam somente tirar o foco da questão central, que é sobre as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) que deveriam estar disponíveis para pacientes de covid-19 na Capital. Sobre a questão, Emanuel disse, anteriormente, que os leitos que deveriam ir para o Pronto Socorro Municipal (PSMC) serão instaladas no Hospital Municipal São Benedito.


A crise entre Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro tem se intensificado nos últimos dias. Nos últimos a Prefeitura de Cuiabá teria desabilitado 40 leitos de UTIs que estava sendo contabilizados para o tratamento do novo coronavírus.

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