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Mendes diz que não tem como conceder reajuste aos professores e não teme que greve atinja outras categorias

Conforme Mendes, nada mudou desde o início da greve.

em 18/06/2019

O governador Mauro Mendes (DEM) disse nesta segunda-feira (17) a jornalistas, no Palácio Paiaguás, durante o lançamento do “Programa Nota MT”, que se o governo conceder aumento para os professores, “quem vai pagar a conta é o cidadão. “Se eu der o aumento para o salário do servidor da educação, quem vai pagar isso é o cidadão. Tudo que o governo faz, quem paga a conta é o cidadão através dos impostos”, disparou o democrata.

Mauro Mendes argumentou que o governo chegou onde podia. “O que nós podíamos fazer é dialogar com os servidores. Já dialogamos, antes da greve ocorreram três reuniões com o sindicato. Eu participei de uma delas, falamos francamente com a verdade. Eu disse a eles, não vou mentir para vocês, não vou dar cheque sem fundo, prometendo pagar aquilo que eu sei que o Estado não tem legalidade para fazer e muito menos condição de fazer”, afirmou.

Conforme Mendes, nada mudou desde o início da greve. “Nós falamos claramente que não demos o aumento, primeiro, porque é ilegal. Existem leis que nos proíbem de dar. Mudou alguma coisa de 20 dias para cá?. Nós deixamos de estar estourados no limite de 49% de gasto com pessoal? Não. A condição financeira do estado melhorou nesses 15 dias? Também não”, disse.

Outro detalhe, conforme o governador, é que a greve dos professores não atinge 50% da categoria. “A cada dia que se passa reduz o número de escolas que estão em greve. Nós temos menos de 50% que ainda permanece em greve. Toda semana temos várias escolas abortando o processo de greve, principalmente no interior, e isso mostra que uma boa parte, mais da metade dos professores e profissionais da educação já compreenderam esses argumentos”, disse Mendes.

O democrata também fez questão de afirmar que não teme que o movimento paredista dos professores atinja outras categorias. “Eu vi um comentário sobre possível greve na saúde e no meio ambiente. Na sexta-feira falou-se também de uma greve geral e na ocasião 95% dos trabalhadores, pelo menos na Capital e no interior, trabalharam normalmente”, ironizou, argumentando que respeita qualquer movimento e que, com “lealdade, vamos dialogar com todo mundo. A tranquilidade em se falar a verdade é que pode perguntar dez vezes, de forma diferente, eu vou responder dez vezes sempre do mesmo jeito. Estou falando a verdade”, completou.

O chefe de Estado disse que não é greve que vai resolver o problema do Estado. “Greve geral vai resolver. Será que isso vai diminuir o estouro do estado na LRF? O contribuinte vai pagar mais impostos se houver greve geral? Eu já disse, se fizer greve fosse resolver, eu seria o primeiro a convocar uma greve geral em Mato Grosso”.

Por: O Documento



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