Mauro Mendes diz que não pode julgar Dilmar por ações que não estão vinculadas ao seu governo

Denunciado pelo Ministério Público, Dilmar Dal Bosco é líder do Governo na Assembleia Legislativa.
Foto: Reprodução

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, nesta quarta-feira (21.07), que ainda não teve conhecimento sobre as denúncias do Ministério Público contra o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), líder do governo da Assembleia Legislativa. O chefe do Executivo disse que irá se inteirar da situação, mas que sempre teve ótima relação com o correligionário e que cabe ao Judiciário qualquer julgamento.

“O que eu posso dizer sempre eu já falei, na relação que nós temos com o deputado Dilmar Dal Bosco ela é muito boa. Ele nunca nos pediu nada que não fosse republicano, atende bem o governo, trabalha de forma diligente na Assembleia Legislativa. Eu, nessa relação que eu tenho com ele, só tenho elogios. Então eu não posso julgá-lo em eventual culpa que está lhe sendo imputada pelo Ministério Público em momentos pretéritos a minha presença aqui, como governador”, afirmou Mauro Mendes.

O governador explicou ainda que só após avaliar a situação antes de decidir se mantem Dilmar na condição de líder do Governo. “Tenho que julgar as pessoas pela relação que eu tenho com elas. Quem cabe julgar por outras coisas é o Ministério Público é o Tribunal. Mas eu vou tomar conhecimento pra ver se isso traz alguma implicação e vai demandar alguma tomada de decisão”.

 

Ação do MP
O deputado estadual Dilmar Dal Bosco foi denunciado pelo Ministério Público, nesta quarta, junto com o ex-deputado Pedro Satélite, o ex-governador Silval Barbosa e mais 17 pessoas em ação penal resultado da operação Rota Final.

Conforme a denúncia do MP, as investigações demonstraram que todos eles constituíam uma organização criminosa, liderada pelo empresário Éder Augusto Pinheiro que, inclusive, teve sua prisão preventiva decretada e se encontra foragido há mais de dois meses. O objetivo era impedir a implantação do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso – STCRIP/MT.

Os 19 envolvidos são denunciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, impedimento e perturbação à licitação, afastamento de licitantes e crime contra a economia popular.

O Ministério Público ainda requereu que, ao final do processo, fosse fixado um valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração no montante de R$ 86.655.865,40 (oitenta e seis milhões, seiscentos e cinquenta e cinco mil, oitocentos e sessenta reais e quarenta centavos) e, ainda, a perda do cargo, função pública e mandato eletivo eventualmente ocupado pelos denunciados. (Colaborou Anderson Hentges).

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