Mauro Mendes comentou a prisão em flagrante do ex-secretário-adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira.

Governador diz ser impossível ter 70 mil servidores honestos: não compactuamos

Por Andhressa Barboza

Após vários dias evitando falar no assunto, o governador Mauro Mendes (DEM) comentou, nesta quarta (30), a prisão em flagrante do ex-secretário-adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira. Mauro amenizou o impacto da polêmica e garante que casos de corrupção no governo não vão ficar impunes. Wanderson, preso na quinta (24), com R$ 20 mil que seriam propina para favorecer empresa em licitação, era considerado braço direito do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

“Primeiro está sob investigação, nós temos que esperar, nós não pactuamos com nenhum tipo de corrupção, nós temos 70 mil servidores e é impossível garantir que temos 70 mil pessoas honestas trabalhando para o estado. Qualquer um deles pode fazer um ato indevido, mas qualquer um que fizer e for pego, vai pagar por isso”, disse à imprensa durante inauguração da nova sede da Seduc, nesta quarta (30).

A prisão do ex-membro do alto escalão do governo pelo Gaeco, foi fruto de uma investigação sob coordenação do Ministério Público que teve apoio das policias Civil e Militar. Ontem (29), Mauro Carvalho, determinou a suspensão dos pagamentos para o contrato com a TMF Construções e Serviços Eireli, oriunda do pregão eletrônico nº 001/2020/Governadoria, que é alvo de uma investigação do MPE.

Após duas coletivas marcadas no Palácio Paiaguás, Mauro tem se esquivado em falar sobre o tema e se limitou a emitir nota, via assessoria, comunicando a exoneração de Wanderso

O governador não apareceu na primeira coletiva marcada na sexta (25) à tarde, quando falaria após receber a ativista Luísa Mell e nesta segunda (28), quando recebeu o ministro Onyx Lorenzonni, saiu antes de ser questionado sobre a prisão.

Wanderson teve decisão pela soltura na sexta (25), após ser pego com R$ 20 mil que, segundo investigação, seria dinheiro repassado por uma empresa que buscava favorecimento em processo de licitação. É o primeiro caso de possível corrupção no governo de Mauro.

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