Galvan nega que Aprosoja receba dinheiro público e financiou atos antidemocráticos

O produtor rural ainda se negou a responder sobre as acusações feitas por seu próprio filho
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal nesta sexta-feira (24.09), na Assembleia Legislativa. Durante a oitiva ele optou por permanecer calado sobre as denúncias de que teria realizado contratos de advocacia para beneficiar sua atual esposa.

As supostas denúncias de corrupção na Aprosoja Mato Grosso, no período em que Galvan presidia a entidade no Estado, foram feitas pelo filho do produtor rural, Rafael Galvan. "Eu vim aqui para falar sobre outro assunto, sobre isso eu prefiro não comentar", disse.

Sobre as denúncias de que a associação em Mato Grosso receba recursos públicos do governo estadual, por meio Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB), Antônio Galvan citou parecer do procurador Evandro Bortolotto Ortega, da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que aponta que as instituições que recebem valores da contribuição a fundos similares ao Instituto Mato-Grossense de Agronegócio (IAGRO), ligado à Aprosoja Mato Grosso são essencialmente privadas.

“Do meu conhecimento, nunca tivemos recursos públicos do estado de Mato Grosso dentro da nossa instituição. Inclusiva com declarações das entidades competentes, como da PGE. Todos os recursos que vão para nossas entidades são privados. Então, não há de se falar dentro da CPI sobre recursos públicos. PGE entendeu que todos os recursos, não só da Aprosoja, são privados”, afirmou.

Antônio Galvan é suspeito de ter desviado quase R$ 500 milhões do Fethab em 2000, quando foi presidente da Aprosoja Mato Grosso. A CPI investiga essa denúncia, já que de acordo com a Controladoria Geral do Estado trata-se de recursos públicos.

Ainda durante a oitiva, o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) questionou se houve uso de recursos públicos nas manifestações de 7 de setembro.  Galvan negou e disse que já explicou em seu depoimento à Polícia Federal.

"Não existe recursos da Aprosoja nessas manifestações. Os recursos são poucos. Cada um bancou a sua ida. Eu deixei isso claro. Agora me incluíram nisso [investigação] por conta de uma fala do cantor Sérgio Reis. Como é que eu ia impedir que um artista como Sérgio Reis fosse na Aprosoja?", completou.

 

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