Fim da linha: bitcoin é banido na China; país proíbe todas as transações em criptomoedas

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                               _Foto Reprodução

Enquanto países como a Ucrânia legalizam o uso do bitcoin, a repressão da China às criptomoedas ganhou um novo capítulo importante nesta sexta-feira (24). Agora, o banco central do país decidiu tomar uma medida drástica: o órgão decidiu que todas as transações relacionadas aos ativos digitais são ilegais.

O Banco Popular da China emitiu um comunicado oficial sobre a mudança em conjunto com outros órgãos governamentais. As autoridades afirmam que “existem riscos legais para indivíduos e organizações que participam de atividades comerciais” com criptomoedas.

Os cidadãos chineses que trabalham ou residem no exterior também não estão isentos da medida. Segundo o Financial Times, o governo local diz que eles também serão investigados no rigor da lei.

Criptomoedas em queda

Como era de se esperar, as criptomoedas estão em queda livre após a decisão. Fato que foi notícia esta semana. Atualmente, o bitcoin já caiu 4,5%, o ethereum, por sua vez, registra queda de 7,5%.

A medida chega após uma mensagem do Partido Comunista Chinês que já visava proibir de vez a mineração de criptomoedas e alertava as instituições financeiras para não participarem de transações com ativos digitais.

O duro golpe ocorre em um momento chave na China, em que o setor imobiliário enfrenta uma crise sem precedentes de liquidez de dívidas que pode impactar todo o resto da economia.

Alguns analistas, inclusive, comparam a crise (da Evergrande) ao que ocorreu com a Lehman Brothers, a corretora americana que faliu em 2008, dando início a crise de hipotecas nos Estados Unidos. Também há a possibilidade do governo chinês intervir, evitando o chamado efeito cascata na economia.

Por ora, o grande temor é: se os problemas da Evergrande refletirem pela economia chinesa como um todo, os investidores podem mover o seu dinheiro para fora do país.

Vale ressaltar que o governo chinês já restringe o fluxo de capital para fora do país, preferindo que os investidores mantenham o dinheiro circulando na economia do país.

Porém, quando o assunto são criptomoedas, fica mais difícil controlar essa saída de capital devido à sua natureza anônima e à facilidade com que podem ser convertidas em outras moedas.

No fim, tudo indica que a repressão dos criptoativos na China não ocorreu apenas por conta dos impactos negativos da mineração no meio ambiente, ou porque os ativos eram comumente ligados a transações ilícitas.

Outro fator mais relevante é: o governo chinês provavelmente reconhece os riscos representados por um setor imobiliário prestes a “explodir”, e está tentando limitar as consequências quando o estouro da bolha vier. As criptomoedas foram simplesmente vítimas desse fogo cruzado.

*Gabriel Sérvio   - Via: ArstechnicaFinancial Times

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