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Ex-vice descarta brigar para 'herdar' vaga de Selma e anuncia candidatura ao Senado

Ele ainda anunciou que será candidato para preencher a vaga caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida manter a condenação.

em 12/04/2019

"Um fato histórico na política mato-grossense que foi ontem a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de cassação da senadora por prática de abuso de poder econômico e caixa 2". Assim definiu o ex-vice governador Carlos Fávaro (PSD), candidato derrotado ao Senado no pleito de 2018, ao comentar a decisão unânime da Corte Eleitoral Mato-grossense ao condenar a senadora Selma Arruda (PSL) juntamente com seus dois suplentes. Ele ainda anunciou que será candidato para preencher a vaga caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida manter a condenação e determine a realização de uma nova eleição. 

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (11), Fávaro ressaltou estar muito feliz e com a confiança revigorada na Justiça, que em sua avaliação "foi célere, justa e agiu sem corporativismo", levando-se em conta que Selma Arruda é oriunda da magistratura e se aposentou em março de 2018 para disputar as eleições. Ele também demonstrou não ter interesse em brigar nas instâncias superiores para tentar assumir a vaga interinamente até a realização de um novo pleito conforme defendeu sua banca jurídica no julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije). 

De um total de 7 magistrados, sendo dois desembargadores e cinco juízes, apenas um, o relator Pedro Sakamoto, votou favorável à posse de Fávaro para assumir como "senador tampão". Porém, foi voto vencido uma vez que os outros seis julgadores rejeitaram tal possibilidade. De todo modo, o social-democrata pontuou que os advogados do partido ainda vão avaliar e decidir quais estratégias vão adotar, no sentido de recorrer ou não ao TSE pedindo que ele seja autorizado a assumir a vaga de Selma até um novo pleito.

"O doutor Pedro Sakamoto fez um voto brilhante e incontestável que levou os 6 desembargadores a acompanhar seu voto", comentou Fávaro ao destacar ainda o posicionamento firme do juiz-membro Jackson Coleta Coutinho que rejeitou um pedido de suspeição formulado pela defesa de Selma Arruda na tentativa de retirar Sakamoto da relatoria da Aije e atrasar o julgamento sob alegação de que ele teria antecipado seu voto para a imprensa, o que não aconteceu e os advogados da senadora não apresentaram provas.

Ele também repetiu na entrevista o posicionamento da juíza federal Vanessa Curti Perenha Gasques, que em seu voto criticou Selma Arruda  afirmando que "é o novo fazendo uso de velhas práticas e questionáveis". "Isso me revigorou muito. É a certeza de que o Brasil está no caminho certo, que a política tem jeito, que as boas práticas têm jeito, que as coisas estão indo pro lado certo", comentou Fávaro ainda elogiando os magistrados que participaram do julgamento. 

Sobre a decisão dos seis magistrados que rejeitaram a possibilidade de o terceiro colocado no pleito assumir temporiamente se a cassação de Selma for confirmada no TSE, o ex-vice governador garante que não ficou decepcionado. "Pelo contrário, fiquei muito feliz com a decisão da justiça pela cassação, com os ilícitos praticados na eleição de 2018. Esse ponto é de uma teoria constitucional que o doutor Sakamoto percebeu, levou isso e nós entendemos que os demais membros estavam voltados à questão eleitoral. Eu aceito com tranquilidade, não estou aqui pra fazer revanchismo ou assumir a vaga de senador pela via judicial. Essa é uma questão constitucional que será tratada como tal. O importante é que o ilícito foi corrigido", disse Fávaro. 



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