Entrevista

Ex-presidente da Anvisa cita omissão em fixar vacina no PNI

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Gonzalo Vecina Anvisa

O médico sanitarista Gonzalo Vecina, ex-presidente da Anvisa, destacou em entrevista à Rádio Capital FM nesta terça-feira (25.01) a omissão do Governo Federal em incluir a vacina contra a covid-19 no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Gonzalo explica que com a polêmica da vacinação infantil, além da necessidade da autorização dos pais para vacinação, a não inclusão da vacina contra a covid-19 no PNI implica na não obrigatoriedade da vacinação das crianças, porque não configuraria desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“A última tentativa do ministro da Saúde é não introduzir a vacina contra a covid-19 para crianças no PNI. Ele até agora não fez isso. Então, a vacina das crianças não está naquele espírito que o ECA propõe. Enquanto ela não estiver no PNI, o ECA não pode ser cobrado. Espero que o Queiroga tome a decisão de incluir a vacina no PNI para que o que está escrito no ECA seja cobrado pelos pais e responsáveis de crianças e jovens no Brasil”, reforça o médico.

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Jornal da Capital entrevista o médico Gonzalo Vecina

Vecina além de médico sanitarista, é fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de professor da FSP/USP- SP, do mestrado profissional da FGV-SP e colunista do Jornal Estado de São Paulo (Estadão). Na entrevista ele ainda reforçou dados cinetíficos que comprovam a eficácia da vacinação contra a covid-19.

Desde novembro quando a farmacêutica Pfizer anunciou que pediria autorização da Anvisa para aplicar vacinas em crianças e adolescentes vem acontecendo uma série de ataques aos técnicos da Agência para que não seja aprovada.

As vacinas autorizadas para serem aplicadas em crianças de 5 a 11 anos são as da Pfizer e Coronavac. De acordo com Gonzalo Vecina a variante ômicron da covid-19 está atacando quem não está imunizado, principalmente, as crianças e adolescentes.

Confira a entrevista completa:

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