Emanuelzinho afirma que Mauro foi precipitado em anunciar compra da Sputnik V

Parlamentar assegura que governador falhou em fazer anuncio antes da aprovação do imunizante
Foto: Reprodução

O deputado Federal Emanuelzinho, (PTB), afirma que o governador Mauro Mendes (DEM) se precipitou em comprar doses da vacina russa Sputnik V e que a falha está na organização do Estado, e não na negação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para uso emergencial do imunizante.

“É problema do gestor que anunciou antes da hora, anunciou que tinha feito a compra, depois tinha feito um vídeo falando que o governo Federal tinha pedido que eles queriam receber a Sputnik e de repente falou que a Sputnik não tava aprovada pela Anvisa”.

No dia 31 de março Mauro Mendes anunciou a compra direta de 1,2 milhão de doses da Sputnik V. O valor é de cerca de R$ 67,3 milhões de reais.

No entanto, a Anvisa ainda não liberou a aplicação na população, pois, segundo o órgão, falta documentos que comprovem a eficácia real do imunizante.

O parlamentar não vê má intenção de Mauro em anunciar a vacina alternativa, mas que houve sim um descuido em anunciar antes da aprovação. “Acho que o governador quis trazer uma boa notícia para o povo mato-grossense, mas foi antes da hora. Às vezes os gestores acabam se colocando nesses erros aí”, completa.

Sobre um outro imunizante, Emanuelzinho aponta que alinhou a vinda da vacina da Pfizer para Mato Grosso. Essas doses precisam estar armazenadas em uma temperatura de -75ºC, por isso cogitou-se que Cuiabá não poderia recebê-las. “Tive contato com o Hospital Geral, estive no Ministério da Saúde e garantimos que Cuiabá estava apita a receber as vacinas”, complementa.

Conforme orientação do Ministério da Saúde, as 7.020 doses da vacina contra Covid-19 Pfizer, recebidas nessa segunda-feira (03.05), ficarão em Cuiabá.

O deputado assegura que as tratativas entre o governo de Mato Grosso e o governo Federal devem continuar. “Constantemente são lançadas mais doses no mercado internacional e o Brasil tem que adquirir pra transferir para estados e municípios”, conclui. (Colaborou Adão Oliveira)

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